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Dois prédios correm risco de desabamento em BH

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte – Dois edifícios no bairro Sagrada Família, na região leste de Belo Horizonte, foram interditados hoje pela Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) por causa do risco de desabamento. Desde o início do ano, dois prédios desabaram na capital mineira, sendo que um homem morreu em um deles.

Segundo a Comdec, um dos edifícios da rua São Marcos, o de número 380, pode desabar a qualquer momento por causa da deterioração do concreto de pilares e vigas e de ferrugem avançada nas armaduras. O problema é agravado, segundo a Defesa Civil, porque a construção não possui rede de drenagem adequada e a água da chuva é lançada diretamente na estrutura e no terreno abaixo.

Para evitar um problema mais grave, os 17 moradores que vivem nos três andares do prédio tiveram que deixar suas casas. O mesmo ocorreu com as pessoas que vivem nos 22 apartamentos do edifício vizinho que, apesar de não apresentar problemas na estrutura, tem risco de ser atingido pelo prédio do lado em caso de desabamento.

A Comdec orientou os moradores a procurar um especialista para analisar a estrutura do primeiro edifício e indicar qual medida pode ser adotada para evitar o colapso da estrutura. Até lá, os dois prédios ficarão interditados.

No dia 2 de janeiro, o desabamento de um prédio no bairro Caiçara, na região noroeste de Belo Horizonte, matou uma pessoa e deixou outra ferida. Os dois blocos do imóvel, com oito apartamentos cada, ruíram durante uma tempestade que castigou a capital. O corretor de imóveis Janilson Aparecido de Moraes, de 40 anos, e sua mulher Maísa Cunha de Moraes, de 45, foram soterrados, mas ela conseguiu escapar.

Menos de um mês depois, um prédio desabou no bairro Buritis, na região oeste de Belo Horizonte. Não houve feridos porque o prédio já havia sido interditado desde que começou a apresentar grandes rachaduras na fachada. Por precaução, a prefeitura, com autorização judicial, demoliu o edifício vizinho, que também ameaçava ruir. Os moradores entraram na Justiça para apurar as responsabilidades.