Do pepino à passagem aérea: os 15 itens que mais caíram de preço, segundo o IPCA-15
Pepino liderou as quedas entre os subitens na prévia da inflação de agosto; alimentos, passagens aéreas e energia elétrica puxaram a deflação de 0,40% no mês
O IPCA-15 registrou deflação de 0,40% em agosto, puxada principalmente pelas quedas nos grupos Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas. Entre os subitens pesquisados, o pepino liderou o ranking nacional de baixas, com recuo de 29,09%, seguido por tomate (-27,38%) e batata-inglesa (-25,14%).
O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,57% no mês, influenciado principalmente pela redução de 0,97% na alimentação no domicílio. Além do tomate e da batata-inglesa, a cenoura recuou 17,05%, enquanto outros alimentos também apareceram entre os 15 subitens que mais baratearam em agosto, como abobrinha (-12,05%), couve-flor (-9,60%), laranja-baía (-8,67%) e laranja-lima (-8,64%).
Em Transportes, a variação passou de alta de 0,11% em julho para queda de 1,00% em agosto. As passagens aéreas recuaram 13,30%, o quinto maior recuo entre todos os subitens, enquanto os combustíveis caíram 1,43% no mês.
Já o grupo Habitação teve queda de 1,41%, influenciado principalmente pela redução de 6,25% na energia elétrica residencial. O recuo da conta de luz foi provocado pela incorporação do bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto e teve o principal impacto negativo individual sobre o resultado geral do IPCA-15.
A energia elétrica residencial ficou entre os 15 subitens que mais caíram de preço no mês, assim como o transporte por aplicativo, que recuou 5,20%. Entre os alimentos, também apareceram na lista o açaí em emulsão (-11,66%), o brócolis (-6,51%), o peixe-filhote (-5,64%) e o repolho (-5,16%).
A queda de preços desses produtos e serviços ajudou a levar o IPCA-15 de uma alta de 0,06% em julho para uma deflação de 0,40% em agosto. Esta foi a primeira deflação do indicador em um ano e a maior queda desde agosto de 2022, quando o índice havia recuado 0,73%.
No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 3,09%. Em 12 meses, a variação acumulada é de 4,24%.







