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Dívida de drogas motivou chacina na Pavilhão 9, indica investigação

Delegado afirma que um dos mortos devia dinheiro a ex-PM preso nesta quarta por envolvimento no crime

Por Talyta Vespa 7 Maio 2015, 18h08

Uma dívida de drogas é apontada pelos investigadores como a principal causa da chacina que deixou oito mortos na sede da Pavilhão 9, uma das organizadas do Corinthians. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, e o delegado responsável pelo caso, Luis Fernando Lopes Teixeira, o torcedor Fábio Neves Domingos, de 34 anos, devia uma grande soma de dinheiro ao ex-PM Rodney Santos, preso na manhã desta quarta-feira. Justamente por isso, ele era o alvo dos atiradores na noite de 18 de abril.

Santos, também integrante da Pavilhão 9, foi expulso da PM por envolvimento no tráfico de drogas. De acordo com as investigações, o policial militar Walter Pereira da Silva Junior, outro preso nesta quarta por envolvimento no crime, seria amigo do ex-PM. De acordo com o delegado, há ainda um terceiro suspeito, que muito possivelmente é também um integrante da PM.

“Policiais envolvidos em crimes não são policiais, mas sim bandidos com farda”, afirmou Moraes. O secretário ainda ressaltou que, nos últimos quatro anos, 825 policiais militares foram expulsos da corporação por envolvimento em crimes.

O delegado afirmou que a identificação dos suspeitos foi feita a partir de uma testemunha “de confiança”, que os reconheceu por meio de fotos. Segundo ele, os três suspeitos estavam encapuzados e “muito bem escondidos no momento do crime”.

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