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Disney se une ao boicote publicitário contra o Facebook

O grupo se junta a nomes como Starbucks, Coca-Cola, Diageo e Unilever

Por Da Redação - Atualizado em 19 jul 2020, 13h22 - Publicado em 19 jul 2020, 13h18

Mais um gigante se uniu ao boicote ao Facebook. De acordo com o The Wall Street Journal, a Disney suspendeu a publicidade na plataforma pela falta de ação contra discurso de ódio e notícias falsas. A companhia de entretenimento foi a principal anunciante dos EUA na rede social nos primeiro semestre, de acordo com levantamento da empresa de pesquisa Pathmatics. O grupo se junta a nomes como Starbucks, Coca-Cola, Diageo e Unilever.

O Facebook é uma tribuna aberta a todo tipo de discurso, o que inclui comentários misóginos, homofóbicos, xenófobos e racistas. O que no passado parecia apenas um efeito colateral à pluralidade de opiniões hoje não é encarado com a mesma condescendência. A verborragia sem filtros se transformou no calcanhar de aquiles do negócio, controlado por Mark Zuckerberg — o quarto homem mais rico do mundo. Nos últimos tempos, mais de uma centena de marcas globais decidiu interromper a veiculação de anúncios no Facebook e em outras redes do grupo, como o Instagram, preocupadas com o discurso de ódio ou polarizações. Os anúncios dos primeiros boicotes fizeram as ações da firma despencar 8,3% no último dia 26. E a sangria continua.

Zuckerberg sentiu o impacto e anunciou uma série de medidas a respeito de conteúdos eleitorais na rede social, além de uma nova política de anúncios, que vai mirar a disseminação de discurso de ódio.

Uma das ações será prevenir o que chama de “posts de supressão de voto”, que consiste em censurar publicações na plataforma que desencorajariam eleitores a votarem — Zuckerberg afirmou que o Facebook vai incluir um link para o Centro de Informações de Voto da empresa em todas as publicações que discutirem voto na plataforma, incluindo as que forem feitas por políticos. Ameaças coordenadas, como publicações que inibam as pessoas de votar, também serão removidas.

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