Discord se manifesta, após evento trágico que mobilizou Janja no governo
Primeira-dama reitera pedido de bloqueio após tragédia com adolescente; aplicativo afirma colaborar com autoridades e monitorar conteúdos
A primeira-dama Janja da Silva voltou a pedir o banimento das operações do Discord no Brasil, mesmo após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter se reunido com representantes da plataforma na última sexta-feira, como mostrou o Radar.
No sábado 8, durante evento de celebração dos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra (SP), Janja reafirmou sua posição, sustentando que a empresa deve ser banida no país, especialmente após o caso do suicídio de uma jovem de 13 anos durante uma transmissão no aplicativo.
Ao Radar, o Discord informou ter desativado o servidor restrito que promovia automutilação e abrigava indivíduos envolvidos em práticas criminosas. Segundo a plataforma, equipes especializadas realizam monitoramento constante dos conteúdos que circulam na plataforma para identificar e mitigar ameaças aos usuários.
A empresa argumenta que colabora com investigações locais e atua para coibir comportamentos abusivos na rede. “Como resultado das denúncias proativas feitas pelo Discord e das respostas às solicitações das autoridades policiais, extremistas violentos foram detidos pelas autoridades”, defendeu a plataforma.
Apesar do tom incisivo da primeira-dama, o Discord já havia concordado em entregar à AGU um plano de ação para corrigir falhas de segurança e reforçar a proteção a crianças e adolescentes.







