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Dinheiro dos “aloprados” vai para os cofres públicos

O juiz federal Paulo Sodré determinou que a quantia encontrada com dois afiliados do PT em 2006 vá para a União. Nove pessoas foram denunciadas por crime contra o sistema financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Por Da Redação - 3 jul 2012, 09h40

A Justiça Federal determinou que sejam depositados nos cofres públicos os 1,2 milhão de reais e 248.800 dólares apreendidos em 2006 pela Polícia Federal com os chamados “aloprados do PT”. O dinheiro, encontrado com dois afiliados do Partido dos Trabalhadores nas vésperas da eleição daquele ano, seria usado para a compra de um suposto dossiê que revelaria o envolvimento de integrantes do PSDB com a organização criminosa que ficou conhecida como a “máfia dos sanguessugas”.

Segundo informações da Procuradoria-Geral da República, a decisão foi dada pelo juiz federal Paulo Sodré no dia 19 de junho, mas divulgada apenas nesta segunda-feira. A denúncia, proposta pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso contra nove pessoas por crime contra o sistema financeiro nacional, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, é resultado de quase seis anos de investigação.

A Justiça também determinou que a quantia apreendida em dólar seja convertida pelo Banco Central e o valor atualizado pela Caixa Econômica Federal. O processo tramita na 7ª Vara da Justiça Federal.

O escândalo – Em 15 de setembro de 2006, a Polícia Federal prendeu dois petistas que tentavam negociar um falso dossiê para envolver no caso dos sanguessugas os tucanos José Serra, então candidato a presidente, e Geraldo Alckmin, que disputava o governo de São Paulo. O escândalo, que o então presidente Luis Inácio Lula da Silva atribuiu a um “bando de aloprados”, atingiu em cheio o adversário de Alckmin na corrida eleitoral, Aloizio Mercadante: Hamilton Lacerda, seu secretário de Comunicações, foi filmado entrando com uma mala no hotel onde a transação seria feita. O preço: 1,7 milhão de reais.

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