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Dez mulheres estão entre os criminosos mais procurados do Rio

Recompensa mais alta é por informações que possam levar à prisão da Viúva Negra, condenada por homicídios de ex-namorados

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro - 11 out 2012, 20h12

Dos 288 criminosos procurados pela Justiça no Rio de Janeiro atualmente por tráfico, homicídio e outros crimes, dez são mulheres. É o maior número desde 1995, quando foi criado o Disque-Denúncia. A maior entre todas as recompensas oferecidas também é para encontrar uma mulher: 11.000 reais por informações que levem à prisão de Heloísa Borba Gonçalves, de 62 anos. Conhecida como Viúva Negra, ela é procurada por quatro homicídios e duas tentativas – a maior parte, cometida contra seus namorados.

“Nunca tivemos um número tão alto de mulheres. A maioria tem envolvimento com o tráfico de drogas. Muitas se envolveram porque se tornaram sucessoras de namorados e maridos traficantes presos pela polícia”, diz Zeca Borges, superintendente do órgão. É o caso de Deise Mara de Souza Rodrigues, conhecida como Deise da Vila Vintém. Integrante da facção Amigos dos Amigos, ela está no comando do tráfico de drogas na Vila Vintém, em Padre Miguel, zona oeste, desde que o marido foi preso – Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém. Segundo a polícia, ela comanda o tráfico sob as ordens dele.

No site do Disque-Denúncia aparecem apenas os criminosos mais perigosos. O que determina quem estará em destaque na internet é a a existência de um mandado de prisão e a informação de que é importante procurar o bandido, que “pode ser um pedido de uma delegacia ou da própria secretaria de Administração Penitenciária, no caso de foragidos”.

O valor da recompensa, segundo Borges, varia de acordo com a relevância da captura. A quantia mais alta já oferecida foi de 100.000 reais, pela prisão de Fernandinho Beira-Mar, valor que não foi pago porque a prisão não foi realizada com base em informações recebidas pelo serviço. O segundo maior valor foi de 50.000 reais, por informações sobre Paulo Cesar Silva dos Santos, o Linho, que por muitos anos foi o traficante mais procurado do Rio. Ele não foi capturado, mas seu nome saiu da lista uma vez que não se tem informações se ele ainda está vivo.

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Mas Borges ressalta que nem todas as informações aproveitadas pela polícia nas buscas pelos criminosos são revertidas em recompensas – muitas vezes, por iniciativa do próprio denunciante. “Cerca de 80% dos que denunciam traficantes ou outros criminosos não buscam a recompensa. Primeiro, porque consideram um risco e muitos temem ser descobertos. Além disso, a principal motivação é mesmo a prisão dos bandidos”, conta.

Traficantes – Desde quarta-feira, o Disque-Denúncia disponibiliza em seu site as fotografias dos principais traficantes que agem no Complexo de Manguinhos e no Jacarezinho. Entre os procurados está Wallace Carlos da Conceição, o Churrasquinho, apontado como chefe do tráfico em parte de Manguinhos. Ele faz parte do grupo de dez traficantes, acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, que fugiu da 25ª DP (Engenho Novo), em julho deste ano. DG também é um dos procurados. Confira a lista completa no perfil do órgão no Facebook.

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