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Dez mil marcham contra mercantilização, diz PM do Rio

Por Da Redação - 20 jun 2012, 15h54

Por Bernardo Moura

Rio – Cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participam na tarde desta quarta-feira da “Marcha em Defesa dos Bens Comuns e Contra a Mercantilização da Vida”. Eles partiram da Candelária, no centro do Rio, para uma caminhada de cerca de 1,5 km em direção à Cinelândia. A marcha é organizada por diversos movimentos sociais e faz parte do Dia de Mobilização Global, evento da programação da Cúpula dos Povos.

O tanque de pão da ONG World Future Council, que foi mostrado no Morro Dona Marta na terça-feira, também faz parte da manifestação. “O mundo gasta com armas U$ 1,7 trilhão ao ano. Se o mundo inteiro gastasse pelo menos 10% disso para combater a pobreza, já seria suficiente”, disse Holer Guessefeld, representante da ONG, que convidou 20 ritmistas da Acadêmicos de Vigário Geral para tocar durante a marcha. “As pessoas ainda sentem medo quando se fala em Vigário Geral, e queremos acabar com esse medo. Não às guerras, não às armas”, disse João Carlos, vice-presidente da agremiação.

Além de diversas ONGs ambientalistas, como a Terre Des Hommes, que trouxe faixas feitas de lona com os dizeres “Act Now” (Aja Agora) com tubos de PVC, diferentes movimentos sindicais integram a marcha. “A discussão sobre sustentabilidade é importante, mas também falta o respeito aos trabalhadores”, disse Nilson Duarte, da União Geral dos Trabalhadores, que representa os interesses de 136 entidades e 900 mil trabalhadores no País.

Servidores federais do meio ambiente protestam contra a política ambiental do governo usando nariz de palhaço e algemas. Funcionários da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) também participam do movimento para reivindicar isonomia no trabalho. De acordo com Jaime Henrique, diretor do sindicato dos trabalhadores da Cedae, 70% dos 7,5 mil funcionários da empresa aderiram à paralisação, que deve durar até as 18 horas desta quarta-feira.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, o protesto serve para “chamar a atenção do Brasil e do mundo para o modelo de desenvolvimento das indústrias e para uma mudança do consumo da população, e criticar as alterações que eram esperadas para esse documento da Rio+20 e que não foram feitas”. Trinta homens da Guarda Municipal e 150 da Polícia Militar acompanham o protesto.

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