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Dez agentes seguem reféns em rebelião no Paraná

Detentos ameaçam jogar os servidores de cima o telhado da penitenciária, caso seus pedidos não sejam atendidos; rebelião começou na manhã de segunda

Por Da Redação 14 out 2014, 14h11

(Atualizada às 20h25)

Dez agentes penitenciários são mantidos reféns de presos em rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava, na Região Centro-Sul do Paraná. Oitenta detentos estão amotinados no telhado da penitenciária, de onde ameaçam jogá-los caso não sejam atendidas as suas reivindicações. Pela manhã, foram feitos reféns doze agentes, dos quais dois foram liberados.

A rebelião começou nesta segunda-feira por volta das 11 horas. Ao longo do dia, os rebelados mantiveram 160 presos reféns, a maioria condenada por crimes sexuais – alguns conseguiram escapar. A secretaria informou que os detentos reivindicam a transferência para presídios em outros Estados. Existe também a suspeita, não confirmada, de que a rebelião esteja ligada às transferências recentes de chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) do presídio de Cascavel, onde lideraram um motim, para Guarapuava.

Um agente do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegou de Curitiba no final desta segunda e iniciou a conversa com os presos, acompanhado da juíza da Vara de Execuções Penais (VEP) de Cascavel, Patrícia Roque Carbonieri, além de policiais civis e militares. Essa é a 21ª rebelião em penitenciárias no Estado desde o final do ano passado. Contudo, é a primeira registrada em Guarapuava desde sua inauguração, há quinze anos.

Desde o começo do motim, dois presos foram jogados de cima do telhado da cadeia. Um deles sofreu uma fratura, e o outro, traumatismo craniano. Além deles, seis se jogaram do telhado com medo de represálias dos líderes do motim – todos foram atendidos por médicos que acompanhavam a rebelião. Um agente penitenciário chegou a ser queimado com cola e foi liberado para ser atendido pelos médicos.

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Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, Antony Johnson, a situação é tensa. “Nós cobramos do governo melhores condições de trabalho para os agentes. Iríamos fazer uma greve, mas o governo conseguiu uma liminar que evitou o nosso protesto”, disse.

(Com Estadão Conteúdo)

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