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Desarmar o povo não evita ataques, diz Bolsonaro sobre tiroteios nos EUA

O presidente lamentou os ataques, mas disse que incidentes semelhantes aconteceram no Brasil, um país 'extremamente desarmado'

O presidente Jair Bolsonaro lamentou neste domingo a ocorrência de atentados a tiros nos Estados Unidos, no final de semana, que resultaram na morte de 29 pessoas, mas disse que “não é desarmando” as pessoas que tais casos podem ser evitados. “Lamento, já aconteceu no Brasil também. Lamento. Agora, não é desarmando o povo que você vai evitar isso aí”, disse ele a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada.

“O Brasil é, no papel, extremamente desarmado e já aconteceu coisa semelhante aqui no Brasil”, acrescentou. O presidente é um defensor da posse e comercialização de armas de fogo e munição no país, uma de suas principais promessas de campanha.

Sobre o tema, Bolsonaro já colheu algumas derrotas no Parlamento, como no caso do decreto que flexibilizou a posse e o porte de armas. O texto foi suspenso pelo Senado e, diante da iminente confirmação da decisão pela Câmara, o governo decidiu revogar a medida.

Neste domingo, ao menos nove pessoas foram vitimadas em um ataque em Ohio. No sábado, 3, pelo menos 20 pessoas morreram em um tiroteio no Texas e na segunda-feira, 29, outras três pessoas foram assassinadas na California. No Brasil, em março, dois jovens abriram fogo contra alunos e professores de uma escola em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, matando dez pessoas.

(Com Reuters)

Comentários

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  1. Gerson Sueiro de Pinho

    Vocês querem comparar menos de 1200 mortes desde 1966 nos EUA com 60.000 mortes por arma de fogo por ano no Brasil. Só sendo muito cego ou ideologicamente ESTUPIDO pra concordar com vocês. Tenham um mínimo de paciência e VERGONHA!!!!

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  2. Dênis Castilho

    No Brasil aconteceu ataques desse tipo, mas com muito menos frequência. Liberar armas para num país desenvolvido é bem diferente que num país como o Brasil, com uma educação deficitária e problemas econômicos. É suicídio..

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