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Deputado que teve família presa em praia do Rio chama Witzel de ‘corrupto’

Luiz Lima, do PSL, atacou o governador do Rio de Janeiro na rede social após mulher e filha serem detidas em Copacabana

Por Cássio Bruno - Atualizado em 21 Apr 2020, 21h31 - Publicado em 21 Apr 2020, 21h10

A mulher e a filha do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Luiz Lima (PSL), foram detidas pela Polícia Militar nesta terça-feira, 21, por tomarem banho de mar em Copacabana, na Zona Sul, na altura do Posto 5. Elas e outras duas pessoas foram levadas para a delegacia de Ipanema, bairro vizinho. Segundo os policiais, o grupo desrespeitou o decreto do governo do estado que proíbe a população de ir à praia e em áreas públicas de passeio por causa do coronavírus.

De acordo com a PM, os agentes que faziam ronda no local apitaram para alertar sobre a infração e pediram duas vezes para que elas saíssem do mar. As normas do decreto do governador Wilson Witzel (PSC) obedecem às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Milene Comini e a jovem de 14 anos estavam acompanhadas da técnica de natação do Fluminense, Ana Silva, e por seu filho, também menor de idade.

Em sua rede social, o deputado Luiz Lima, que é ex-nadador, atacou o governador. O parlamentar escreveu: “Witzel, um ditador, escroto, destemperado, desequilibrado e corrupto”. Em seguida, publicou um vídeo sobre o caso: “Saíram de camburão. Duas mulheres e duas crianças, atletas da seleção brasileira infantil de natação e do Fluminense, estavam nadando em Copacabana. Os policiais esperaram saírem na areia e, simplesmente, prenderam”. E continuou: “Você ter a sua mulher presa em um camburão por que está nadando? Por que está com a sua filha, não incomodando ninguém, enquanto o calçadão está lotado?”.

Procurado por VEJA, Luiz Lima não retornou os contatos. Witzel, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comentará o caso.

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A PM divulgou nota. Um dos trechos diz: “Com o intuito de cumprir as medidas de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus, conforme disposto no decreto estadual 47.027, de 13 de abril de 2020, a equipe iniciou o protocolo de conscientização e orientou que as pessoas se retirassem do local, o que não ocorreu. Diante da recusa, as pessoas foram conduzidas para a 13ª DP (Ipanema). Elas foram ouvidas e quatro delas autuadas no artigo 268 do código penal (infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa)”.

 

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