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Deputado do PT vira réu por injúria racial e desacato contra policiais

Marcin nega acusações e afirma que foram baseadas apenas nos depoimentos de agentes

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2026, 12h30
Deputado do PT vira réu por injúria racial e desacato contra policiais Priorizar nos meus resultados Google

O STF recebeu parcialmente uma denúncia contra o deputado federal Marcon (PT-RS) por injúria racial e desacato contra dois policiais militares. Por outro lado, foram rejeitadas as acusações de desobediência e ameaça.

Com a decisão, será aberta uma ação penal e Marcon se tornará réu.

O episódio que motivou a denúncia ocorreu em 2018, durante uma festa em um assentamento do MST. Policiais militares foram ao local averiguar um suposto tumulto, e Marcon teria chamado um deles de “negrinho sujo” e impedido o outro de filmar a situação.

O parlamentar nega as acusações e afirma que elas foram baseadas apenas nos depoimentos dos policiais militares, que teriam “animosidade” com sua “visão política”.

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O julgamento no STF começou em 2022 e terminou na semana passada, devido a pedidos de vista e de destaque.

Os ministros se dividiram em três linhas.

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O relator, Ricardo Lewandowski (hoje aposentado), votou para rejeitar integralmente a denúncia e foi acompanhado por Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Lewandowski ressaltou que testemunhas negaram os relatos dos policiais e que não há gravações do ocorrido.

Alexandre de Moraes, por outro lado, abriu divergência e defendeu o recebimento integral. Seguiram essa posição Cármen Lúcia, Rosa Weber e André Mendonça.

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Por fim, Nunes Marques votou pelo recebimento parcial e foi acompanhado por Luiz Fux.

Com essa divisão, só houve maioria para os crimes de injúria e desacato, e Nunes Marques será o relator.

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“O suporte probatório mínimo a demonstrar a presença de justa causa para o recebimento da denúncia em relação aos referidos crimes se encontra nos depoimentos colhidos”, afirmou o ministro no voto que prevaleceu.

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