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Deputado acampa em frente ao Senado para pressionar Alcolumbre por PEC da escala 5×2

Pastor Isidório (Avante-BA) cobra que presidente da Casa encaminhe proposta à CCJ e promete manter mobilização até que texto avance

Por Laila Nery Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jul 2026, 14h03
Deputado acampa em frente ao Senado para pressionar Alcolumbre por PEC da escala 5×2 Priorizar nos meus resultados Google

Às vésperas do recesso parlamentar, o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) decidiu recorrer à pressão para tentar destravar a tramitação da proposta que reduz a jornada semanal de trabalho e põe fim à escala 6×1. Na segunda-feira, 13, o parlamentar montou um acampamento em frente ao Senado para cobrar do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), o envio da PEC à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária para que o texto comece a ser analisado pelos senadores.

A mobilização reuniu cerca de cinquenta apoiadores, entre familiares, trabalhadores e simpatizantes da proposta. Em vídeos, manifestantes aparecem vestidos com uniformes de operários, usando capacetes de segurança e lanternas acesas, em referência aos trabalhadores que defendem a redução da jornada.

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O acampamento, porém, precisou ser desmontado após orientação da Polícia Legislativa. Segundo Isidório, a retirada ocorreu em razão das normas adotadas pelo Congresso após os ataques de 8 de janeiro de 2023, que restringem a instalação de estruturas permanentes na Praça dos Três Poderes. “Nós continuamos acampados. Só trocamos de lugar”, afirmou o deputado à VEJA.

Apesar da mudança de local, Isidório afirma que pretende manter a mobilização durante toda a semana para impedir que a proposta fique paralisada com a chegada do recesso parlamentar. “Não pode ficar de braço cruzado, porque senão eles esquecem a pauta e pronto”, disse Isidório.

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A principal reivindicação do parlamentar é que Davi Alcolumbre faça o despacho da PEC para a Comissão de Constituição e Justiça. Segundo Isidório, até o momento o presidente do Senado não apresentou prazo para encaminhar a proposta. “Queremos justamente que ele delegue para a Comissão de Constituição e Justiça”, afirmou.

Nos bastidores, o deputado também busca ampliar a pressão por meio da articulação política. Ele afirma ter conversado com o senador que lidera a CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), que se comprometeu a tentar viabilizar uma reunião com Alcolumbre e outras lideranças da Casa. “É convencer os líderes do Senado. O presidente fica muito dependente desses líderes partidários”, avaliou.

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Na avaliação de Isidório, a resistência à proposta repete argumentos utilizados em outros momentos da história da legislação trabalhista. “Sempre que surge alguma medida em favor do trabalhador, dizem que o país vai quebrar. Foi assim com as férias, foi assim com o décimo terceiro salário, e o Brasil continuou andando”, declarou.

A proposta defendida pelo parlamentar prevê o fim da escala 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado. A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora depende de despacho da Presidência do Senado para iniciar sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça.

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Enquanto aguarda uma resposta da Mesa Diretora, Isidório afirma que pretende manter a pressão sobre o Senado utilizando os instrumentos que considera legítimos: diálogo com parlamentares, mobilização de trabalhadores e manifestações pacíficas. “Quando se quer, se pauta. Agora depende da boa vontade do Senado”, resumiu.

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