Depois de mais uma bola fora de Eduardo, Flávio Bolsonaro faz promessa sobre vacinas
Ex-deputado questionou a obrigatoriedade de vacina, em meio à escalada do sarampo em São Paulo
Enquanto seu irmão 03, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), faz uma campanha antivacina nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se esforça para transparecer uma imagem que o diferencie do radicalismo dos demais integrantes da família e propõe a ampliação da produção de imunizantes no Brasil.
Em um novo trecho do seu plano de governo que será apresentado nesta quinta-feira, em uma transmissão em suas redes sociais, Flávio vai propor mudanças no SUS que passam por “ampliar exames preventivos, imunização e produção nacional de vacinas”.
No trecho do programa de governo em que fala do SUS, ao qual o RADAR teve acesso, o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) diz que “ferramentas de inteligência artificial ajudarão a identificar pacientes em maior risco, permitindo que sejam chamados para atendimento antes do agravamento da doença”.
A manifestação em forma de promessa de campanha ocorre após Eduardo ter publicado um vídeo em uma rede social mostrando a aquisição de um documento que o isenta da obrigação de vacinar sua filha nos Estados Unidos.
“Aqui nos Estados Unidos existe a liberdade dos pais decidirem o que é melhor para o futuro dos seus filhos”, disse o ex-parlamentar.
A manifestação caiu mal na campanha de Flávio, já que ocorreu em meio à escalada de casos de sarampo em São Paulo e aos esforços feitos pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para imunizar a população. Na interpretação da campanha de Flávio, Eduardo “jogou contra” o irmão, ao trazer à baila o discurso que foi danoso à campanha do patriarca da família em 2022.
O Plano Brasil sem Fila
Por meio do Plano Brasil sem Fila, o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) propõe “a digitalização e a integração dos serviços públicos para reduzir a burocracia e facilitar o acesso dos cidadãos”. Entre as medidas, Flávio quer mudanças no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).
O senador sugere “a criação de um prontuário eletrônico único, vinculado ao CPF, com histórico de consultas, exames, vacinas, alergias e prescrições. O prontuário será acessível nas redes pública e privada, permitindo que o médico tenha acesso imediato às informações necessárias e evitando a repetição de exames e relatos”.
A medida é uma demanda antiga das operadoras de saúde, que se queixam de prejuízos amargados pela realização de exames médicos em duplicata, justamente pela falta de um sistema que permita a consulta de procedimentos anteriores dos pacientes.
O programa também almeja “corrigir efetivamente a tabela SUS, ampliar a Estratégia Saúde da Família e fortalecer o atendimento aos idosos” por meio da contratação da rede privada “em horários ociosos para realizar exames e procedimentos enquanto houver pacientes aguardando no sistema público”.
O mecanismo, entretanto, já existe: a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Saúde permitem que o sistema público utilize serviços de saúde privados quando os recursos governamentais forem insuficientes para atender a uma determinada região.
Flávio propõe ainda “a modernização de hospitais universitários federais e a entrega de medicamentos em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos elegíveis”.
INSS medido pelo tempo de espera
Flávio também quer que os processos do INSS sejam digitalizados e que a gestão do órgão seja profissionalizada. De acordo com o texto, “o principal indicador de desempenho será o tempo necessário para o aposentado ou beneficiário receber aquilo a que tem direito”.
A proposta integra atendimento digital e presencial para evitar que idosos ou pessoas com pouca familiaridade tecnológica sejam excluídos.
“O cidadão não pode perder um dia de trabalho para apresentar ao governo um documento que o próprio governo emitiu. Saúde, aposentadoria e serviços públicos precisam funcionar no tempo de quem precisa, e não no tempo da burocracia”, afirma Flávio Bolsonaro..







