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DEM cogita ter candidato próprio nas eleições de 2014

Presidente nacional do partido, José Agripino Maia, diz que apoio a um candidato tucano não é obrigatório

Por Da Redação 27 dez 2011, 11h25

Depois de enfrentar uma das maiores crises de sua história, com a perda de correligionários para o recém-criado PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a direção do DEM pretende recuperar espaço nas eleições municipais de 2012 e se fortalecer para a disputa de 2014. Eles cogitam até a hipótese de lançar um candidato próprio para a sucessão presidencial.

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Em 2011, o DEM perdeu 17 deputados federais de um total de 43, um senador de um total de seis e um governador de um total de dois, além de prefeitos, vereadores e deputados estaduais, a maioria para o PSD. Em entrevista à Agência Estado, o senador José Agripino Maia (RN), presidente nacional do DEM, diz que a perda de quadros foi numérica e não de essência, e que o apoio do DEM a um candidato tucano na sucessão presidencial não é obrigatório.

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“Um partido com a história do DEM não pode perder de vista a perspectiva de participar de eleições presidenciais”, disse. “A nossa interlocução preferencial é com o PSDB, mas não é compulsória”, acrescentou. O dirigente do DEM fez críticas ao PSDB que, em sua opinião, “está precisando se reencontrar”.

Ele deu como exemplo as campanhas eleitorais, quando a sigla permitiu que transformassem o processo de privatizações, levado a cabo na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em “uma coisa demonizada”. “Em um dado momento, o PSDB intimidou-se da necessidade de defender a modernidade frente à caridade defendida pelo PT. Esse foi um erro cometido”, afirmou.

José Agripino Maia também criticou o PSD que, embora não seja considerado por ele o inimigo preferencial do DEM, é visto como um partido “sem história”. “Eles para lá e nós pra cá”, disse. “As figuras emblemáticas do partido ficaram todas. O partido perdeu aqueles que fizeram uma clara opção pelo seu interesse pessoal”, afirmou.

O dirigente do DEM também descartou uma eventual fusão neste momento do partido com o PSDB e negou que a oposição tenha errado no primeiro ano de gestão da presidente Dilma Rousseff no comando do Palácio do Planalto. “A oposição tem feito seu papel. Agora, infelizmente, nós não temos mais um número suficiente de parlamentares para instalarmos Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).”

(Com Agência Estado)

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