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DEM anuncia pré-candidatura de ACM Neto em Salvador

Deputado disse que continuará negociando com as legendas para costurar a "união das oposições" na capital baiana para as eleições municipais

Por Da Redação 23 abr 2012, 19h41

Mesmo sem conseguir costurar a “união das oposições”, que vem sendo negociada na Bahia desde o início do ano passado entre os três principais partidos de oposição ao governador Jaques Wagner (PT), DEM, PSDB e PMDB, o DEM anunciou, na tarde desta sexta-feira, em Salvador, a pré-candidatura do deputado ACM Neto à prefeitura da cidade.

“Viemos fazer uma convocação, em nome do partido, para que ele aceite disputar a prefeitura”, justificou o presidente nacional da legenda, senador Agripino Maia (RN), presente no evento, junto com toda a direção do partido na Bahia e com 12 deputados federais da legenda. “Ele é líder do partido, apesar da pouca idade, tem uma força de trabalho extraordinária e está muito bem nas pesquisas”, disse Maia. “Ele poderá ser o mais importante dos candidatos a prefeito do partido no país. A eleição de ACM Neto à prefeitura é, para nós, emblemática”.

O deputado aceitou a proposta. Chorou ao ler uma carta de Jorge Amado a seu avô, o senador Antônio Carlos Magalhães, e disse que, se eleito, vai fazer de seu mandato um “ato de amor” por Salvador. “Estou diante do maior desafio da minha vida”, afirmou. “Não tenho o direito de errar e não vou errar”. Sobre a articulação com outros partidos, ACM Neto garantiu que vai continuar negociando. “São até dez partidos que podem caminhar conosco nessa proposta de construir um futuro diferente para Salvador. Mas é claro que nem todos podem confirmar essa aliança”.

Descontentes – O pré-candidato pelo PMDB ao pleito, o ex-prefeito e radialista Mario Kertész, mostrou descontentamento com a posição do DEM. Em seu programa na Rádio Metrópole, ele não escondeu a contrariedade com o que chamou de “decisão unilateral” do DEM. “Se não houver unidade da oposição, vamos repetir 2008, quando (a oposição) não chegou sequer ao segundo turno”. Na época, a disputa ficou entre o atual prefeito João Henrique, então no PMDB, que disputava a reeleição, e o petista Walter Pinheiro, hoje senador.

O PSDB na Bahia não se pronunciou oficialmente sobre a pré-candidatura de ACM Neto. Na semana passada, em reunião da executiva do partido no Estado, ficou definida a posição da legenda de continuar buscando a unidade das oposições. Caso não seja concretizada, o grupo propõe o nome do deputado Antonio Imbassahy, ex-prefeito de Salvador, para o pleito.

Nos bastidores, comenta-se o possível acordo pela troca de apoios entre PSDB e DEM em São Paulo e Salvador – o DEM apoiaria o tucano José Serra na capital paulista em troca do apoio do PSDB à candidatura de ACM Neto. As lideranças dos dois partidos na Bahia, porém, negam que exista tal acordo, o que foi ratificado por Agripino nesta segunda. “Não fechamos nada, mas é desejo nosso que o acordo aconteça”, afirmou o presidente nacional do DEM.

Demóstenes – O líder do DEM também nega que as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as relações do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários possam enfraquecer a imagem do partido – e prejudicar o desempenho da legenda nas eleições.

Um dos envolvidos nas investigações é o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que integrava o DEM até pedir a desfiliação da legenda, no início do mês. “Pelo contrário, nosso partido sai fortalecido, porque o eleitor vai ver que a gente fez o que os outros partidos não fizeram”, avalia Maia. “O Democratas cortou na carne, coisa que nem o PT, nem os outros partidos que estão acusando tiveram coragem de fazer. O eleitor está cansado de ouvir palavras da boca para fora e, na hora da ação, ficar como o que o PT fez”.

(Com Agência Estado)

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