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Delegados da PF recusam 21,3% de reajuste em 4 anos

Classe se mostra insatisfeita com o tratamento dispensado pelo governo. Para a entidade, investir na Polícia Federal é ajudar o país no equilíbrio das contas

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) informou na segunda-feira que iniciou o calendário de mobilização da categoria em todas as unidades da corporação no país. A medida foi adotada como forma de demonstrar a “insatisfação da classe com o tratamento dispensado pelo governo à pauta da negociação coletiva da Polícia Federal”.

O governo oferece aos servidores do Executivo e do Judiciário 21,3% escalonado em quatro anos até 2019 – 5,5% em 2016; 5% em 2017; 4,75% em 2018; e 4,5% em 2019 – e informa que os porcentuais têm como referência as expectativas de inflação do mercado para o período.

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Os delegados da PF, por meio de sua entidade, informam que a proposta será rejeitada na reunião marcada para esta terça-feira, em Brasília. A categoria espera um acordo com o governo até o dia 21 de agosto. Segundo a entidade, “investir na Polícia Federal é ajudar o País no equilíbrio das contas, uma vez que é um investimento no combate ao desvio de recursos públicos”.

Em 2014, no curso de 256 operações especiais, a Polícia Federal apreendeu um total de 3.350.180.981,18 reais em dinheiro e bens de criminosos, além de ter evitado aos cofres públicos um prejuízo estimado em 2.873.724.100,00 reais.

Somente neste ano, ainda de acordo com o levantamento da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, até o mês de junho, foram apreendidos 13.012.653,00 reais em dinheiro e bens, e o prejuízo evitado foi de 832.953.192,90 reais.

Os delegados reclamam, ainda, da “não regulamentação da indenização de fronteira passados dois anos do compromisso assumido em lei”. Eles colocam em pauta, também, “a falta de equipes mínimas de policiais federais para investigação, carência de servidores administrativos para substituir mão de obra terceirizada e, sobretudo, da desvalorização salarial dos profissionais na Polícia Federal”.

(Com Estadão Conteúdo)