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Delegado diz que está difícil manter donos da Kiss presos

Sócios da boate e músicos devem ser soltos na sexta-feira, já que a polícia e a promotoria não estão conseguindo renovar prisões temporárias

Por Da Redação 30 jan 2013, 10h25

O delegado responsável pelas investigações do incêndio na boate Kiss, Marcelo Arigony, afirmou que está com dificuldade para prorrogar a prisão dos quatro envolvidos no caso por motivos legais. Por causa disso, os donos da boate Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, além de dois integrantes da banda que se apresentava na hora do incêndio, devem ser liberados na sexta-feira. A tragédia ocorrida em Santa Maria (RS) no último domingo matou 235 pessoas e deixou outras 143 feridas.

Eles foram detidos temporariamente por uma preocupação da polícia com a preservação das provas, além da possibilidade dos envolvidos tentarem corromper testemunhas, afirmou Arigony à Agência Brasil. “Um deles [sócio da boate], por exemplo, tem muita influência sobre os funcionários”, explicou.

“Pedimos a prisão temporária por 30 dias e só conseguimos cinco. Agora precisamos renovar essas prisões e estamos com dificuldade. Não é culpa do promotor, do juiz ou do delegado, é a legislação que exige requisitos muito específicos”, disse o delegado.

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O promotor criminal Joel Dutra também admitiu que será difícil manter os suspeitos presos. Segundo ele, legislação privilegia a liberdade enquanto não houver julgamento, e questões com grande clamor público não podem ser usadas para justificar as prisões temporárias. “É preciso comprovar requisitos muito específicos [de acordo com a jurisprudência], como a possibilidade de fuga ou a reincidência no crime, coisas que aparentemente não são prováveis de acontecer neste caso”, explicou Dutra.

Segundo o promotor, o Código de Processo Penal brasileiro prevê a substituição da prisão por medidas preventivas, como proibir os suspeitos deixarem a cidade. Nem a preservação da integridade física dos próprios presos, diante do clima emotivo que se estabeleceu em Santa Maria, poderá ser usada como justificativa para mantê-los na prisão.

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