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Delegada de São Paulo é presa por suspeita de vínculo com o PCC

Layla Lima Ayub foi alvo da Operação Serpens, feita em conjunto pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jan 2026, 10h54 | Atualizado em 16 jan 2026, 12h44
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A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira, 16, uma operação que levou para trás das grades uma delegada que acabou de tomar posse, por suspeita de vínculo com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. Layla Lima Ayub teria vínculos pessoais e profissionais com membros da facção.

De acordo com o que consta nas redes sociais de Ayub, antes de assumir o cargo do concurso ela foi advogada criminalista e policial militar no estado do Espírito Santo. Há um perfil no Instagram, chamado Advocacia Pereira Ayub, onde ela compartilhava imagens do seu dia a dia como criminalista.

O caso foi aberto depois que ela, após a posse como delegada, fez uma audiência de custódia para quatro membros do PCC no Pará. Depois disso, as investigações descobriram que ela namorava uma liderança do PCC de Roraima, Jardel Neto, que estava em liberdade condicional usando tornozeleira eletrônica. O homem possui várias passagens e condenações. Enquanto advogada, ela fazia visitas frequentes a membros do PCC, incluindo a presos que não tinham dado procuração a ela, comportamento que levantou a suspeita da polícia de que ela pudesse estar ajudando a comunicação deles.

A partir do momento em que se toma posse como delegado não é lícito exercer outras carreiras jurídicas ao mesmo tempo, mas a baixa no registro profissional junto à Ordem dos Advogados do Brasil não é feita de forma automática. Da mesma maneira, para que ela pudesse tomar posse como delegada, teve que comprovar que não possui antecedentes criminais e que tem conduta ilibada.

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“Cortamos a própria carne, mas é o exemplo que estamos dando”, disse o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves nesta sexta. De acordo com ele e com o promotor do Gaeco, Carlos Gaya, não há indícios de que o PCC tenha investido na formação da delegada. A cooptação dela para a facção criminosa teria sido individual, motivada por questões pessoais. “Circunstancialmente, ela foi aprovada no concurso”, disse o promotor.

A operação desta sexta, batizada de Serpens (palavra latina que significa cobra ou serpente), cumpriu sete mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Marabá, no Pará. Os dois mandados de prisão da força-tarefa foram direcionados à delegada e ao seu namorado, líder do PCC no Pará. Os dois estavam negociando a abertura de uma padaria na zona leste de São Paulo, o que, segundo as investigações, seria para lavar dinheiro de origem ilícita.

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