Delação de Vorcaro se torna mais do que urgente, após novas revelações da PF
O banqueiro tenta reorganizar sua defesa para apresentar uma nova proposta
O banqueiro Daniel Vorcaro tentou duas vezes conseguir negociar um acordo de delação premiada com a PGR e com a Polícia Federal. Nas duas ocasiões, num movimento incomum, nem a Procuradoria nem a PF quiseram colher depoimentos do dono do Banco Master, após analisar seus anexos.
Simplesmente descartaram oferecer um acordo a um banqueiro que comprou boa parte da República e pagou em dinheiro vivo, no cartão e em transferências no exterior.
As revelações desta terça-feira sobre os negócios do dono do Master com o ministro Alexandre de Moraes tornam a delação m caminho inevitável e urgente.
Se o ministro Moraes nada fez para ajudar um banqueiro mergulhado em fraudes, que se conheça a delação de Vorcaro e que o bilionário o inocente com provas, detalhando na delação as respostas que ouviu do magistrado quando perguntava, insistentemente, se ele conseguiu “bloquear”.
Vorcaro poderia esclarecer também o que “Paulo” e “Andrei” poderiam fazer para ajudar um banheiro em apuros por causa de fraudes bilionárias. Tudo se tratou apenas de beber “Macallan” e fumar “charuto” na conta do banqueiro ou teve algo a além?
Numa delação, o dono do Master poderia detalhar o que levou a fazer juras de amizade a Moraes — “Juntos em tudo. Muito obrigado por tudo” — e o que o Banco Central de “Galipolo” poderia fazer para ajudá-lo a não ser preso.
O banqueiro tenta reorganizar sua defesa para apresentar uma nova proposta de delação.
Seria muito estranho que a PGR e a PF seguissem sem interesse em conhecer os relatos do dono do Banco Master.







