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Delação da viúva de Adriano sobe para a Procuradoria-Geral da República

Proposta de colaboração premiada tramitava no Ministério Público do Rio, mas Julia Lotufo envolveu um desembargador

Por Hugo Marques Atualizado em 15 ago 2021, 12h15 - Publicado em 15 ago 2021, 12h30

A proposta de delação premiada de Júlia Lotufo, viúva da ex-capitão Adriano da Nóbrega, será analisada pela Procuradoria-Geral da República. A delação foi feita junto ao Ministério Público do Rio, mas a acusação de que um desembargador estaria envolvido com o crime organizado levou o processo para a PGR.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, designou a subprocuradora Lindôra Araújo para analisar a proposta de delação premiada de Julia Lotufo. Conforme revelou VEJA na semana passada, entre várias revelações que fez , Julia apontou um  um caso de corrupção no Poder Judiciário. Ela contou que, em 2017, Adriano comprou por 1 milhão a soltura do comparsa Antônio de Souza Freitas, o Batoré.

O valor de 1 milhão de reais seria entregue ao desembargador Guaraci de Campos Vianna, segundo Julia, para que ele desse uma liminar favorável à soltara de Batoré. Julia conta ter ouvido de Adriano que, em contrapartida,  ele deu um carro de luxo ao magistrado.  Para provar  denúncia, a viúva do ex-policial  anexou na delação documentos e imagens de câmeras. Procurado, o desembargador disse a VEJA que nunca recebeu vantagem alguma.

Os advogados que defendem Julia Lotufo afirmam que ela vem sendo alvo de ameaças.  “Ela não pode ficar mais no Brasil”, disse Demóstenes Torres, um dos defensores da delatora.

Demóstenes Torres
Demóstenes Torres: Julia Lotufo corre risco de vida reprodução/Reprodução

Julia, em sua proposta de acordo, revelou o nome do suposto mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, apontou quem seria o suposto chefe do chamado “Escritório do Crime” e indicou o local onde estariam enterradas dezenas de vítimas da organização mafiosa infiltrada, segundo ela, em todos os poderes do Rio de Janeiro.

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