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Defesa de Sérgio Cabral fala em ‘consagração de plano diabólico’

Operador de propinas do ex-governador do Rio de Janeiro deixou presídio hoje, depois de dois anos na cadeia, para cumprir pena em regime domiciliar

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 18 nov 2018, 13h37 - Publicado em 18 nov 2018, 13h31

O advogado Rodrigo Roca, que defende Sergio Cabral (MDB), classificou a decisão pela prisão domiciliar de Carlos Miranda de “consagração de um plano diabólico que perverte o ideal da Lei da Delação Premiada, o sistema processual penal brasileiro e tudo o que a Justiça representa”. Ele afirmou que esta data “será lembrada pela infâmia”.

Preso há dois anos, Miranda — operador financeiro confesso do esquema de corrupção atribuído ao ex-governador — foi libertado neste domingo para cumprir prisão domiciliar. A expectativa da defesa era de que Miranda saísse da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na sexta-feira 16. Mas houve problemas burocráticos e a liberação atrasou.

  • Apelidado de “o homem da mala de Cabral”, função que desempenhou no primeiro mandato do ex-governador (2007-2010), Miranda conseguiu redução de pena por colaborar com a Justiça.

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