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Defensoria quer transferência de grevistas presos no RJ

Por Pedro Dantas

Rio – A Defensoria Pública do Rio vai impetrar pedidos de habeas corpus e de transferência para os 17 policiais e bombeiros presos na penitenciária de segurança máxima de Bangu 1, acusados de incitar a greve na segurança pública do Rio. Mães e mulheres dos detidos pediram a intervenção da Defensoria porque temem pela segurança dos líderes grevistas encarcerados desde sexta-feira.

Os familiares reivindicam a transferência dos grevistas de Bangu 1 para uma unidade militar. “Nosso foco não é mais a greve. Queremos tirar nossos parentes desse presídio. As visitas estão proibidas. Essa prisão parece um sequestro para as famílias, porque não sabemos como os presos estão”, afirmou a estudante Ana Paula Fernandes Matias, de 29 anos, mulher do sargento Matias, lotado no Grupamento Marítimo da Barra da Tijuca e um dos detidos.

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ) vai pedir ao secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, a relação dos policiais e bombeiros grevistas que estão presos. Mulheres e mães dos militares se reuniram hoje com deputados estaduais e o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous.

A educadora Gil Hamude, de 49 anos, mãe do cabo Wagner Hamude, do 29º Batalhão da PM, de Itaperuna, sofreu uma crise hipertensiva durante a reunião e precisou receber atendimento médico. “É muito doloroso. Não criei meu filho para ir para um presídio”, disse. Familiares dizem ter sido informados de que os presos estão deprimidos.

O cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo está em greve de fome desde sua prisão, na quarta-feira. Na quinta a Justiça negou um pedido de transferência e habeas corpus para Daciolo. Ele foi preso depois que escutas telefônicas autorizadas pela Justiça registraram conversas dele sobre estratégias para promover greve no Rio. O juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho entendeu que a prisão foi legal e que o bombeiro não corre nenhum risco de vida em Bangu 1, pois está isolado dos demais detentos.