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Decretada prisão de suspeito de disparar rojão em protesto

Identificado como Caio Silva de Souza, homem é acusado de acender o artefato que causou a morte cerebral do cinegrafista Santiago Andrade, da Bandeirantes

Por Da Redação 11 fev 2014, 00h10

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, no início da madrugada desta terça-feira, a prisão temporária do suspeito de ter disparado o rojão que causou a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade, durante um protesto na última quinta-feira. O homem foi identificado como Caio Silva de Souza.

A Polícia Civil havia pedido a prisão do suspeito na tarde desta segunda-feira, após confirmar a sua identidade com a ajuda de informações do advogado Jonas Tadeu Nunes e de seu cliente, o tatuador Fábio Raposo, que reconheceu Souza por fotografias. “Já tínhamos informações dele obtidas pelo setor de inteligência da Polícia Civil. O advogado reforçou as suspeitas e o reconhecimento feito por Fábio foi fundamental”, disse o delegado Maurício Luciano, responsável pelo caso.

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Fábio Raposo, que confessou ter passado o rojão ao suspeito, está preso desde domingo. O cinegrafista Santiago Andrade teve morte encefálica diagnosticada na manhã desta segunda-feira.

Crimes – Raposo e o homem que acendeu o rojão serão indiciados por homicídio doloso (com intenção) qualificado e por explosão, crimes que podem render até 36 anos de prisão. Eles também podem responder por formação de quadrilha. De acordo com o delegado Maurício Luciano, Raposo detalhou que o responsável por disparar o rojão tinha um perfil violento, de ir para a linha de frente dos protestos para participar de brigas. “Ele afirmou que conhecia o rapaz apenas das manifestações, não tinha ligação com ele”, disse o delegado.

Segundo o delegado, o criminoso tentou atingir policiais com o rojão, mas acabou acertando o cinegrafista. “Foi um homicídio intencional. O que se procurou foi atingir as forças policiais. Santiago Andrade infelizmente foi colocado na linha de tiro”, frisou o delegado.

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