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Datafolha: 42% reprovam atuação de Bolsonaro sobre óleo no Nordeste

No Nordeste, região mais atingida pelas manchas de petróleo, avaliação negativa é a maior entre as cinco regiões do país

Por Giovanna Romano 23 dez 2019, 10h34

As ações do presidente Jair Bolsonaro diante do vazamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro são consideradas ruins ou péssimas por 42% dos brasileiros, ante 23% que as consideram ótimas ou boas. De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira 23, 31% dos entrevistados acharam a ação do governo no episódio regular.

Na região Nordeste, a mais atingida pelas manchas de óleo, a avaliação negativa é a maior. Entre os nordestinos, 50% consideram a atuação do presidente como ruim ou péssima, contra 16% que a avaliam como ótima ou boa. A região Sul do país é a que acumulou mais respostas positivas — 29% dos entrevistados afirmaram que o desempenho foi ótimo ou bom, ante 35% que responderam ruim ou péssimo.

A pesquisa do Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios de todo o país. As entrevistas foram feitas pessoalmente, em locais de grande circulação. O instituto afirma que o nível de confiança dos resultados é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

Reportagem de VEJA mostra que, além de haver prejuízos para o setor do turismo, o prejuízo maior se materializa na forma de grandes perdas na comunidade de milhares de pessoas simples que sobrevivem da pesca artesanal. Os produtos tirados do mar estão ficando encalhadas porque os consumidores têm receio de contaminação.

Após quatro meses do início de um dos maiores desastres ambientais da história do país, a origem da mancha de óleo surgida no litoral permanece um mistério. A principal hipótese da Marinha era que o navio Bouboulina, de bandeira grega, havia derramado a substância quando transitava perto da costa brasileira.

Entretanto, o Ibama informou que o relatório usado como base na investigação confundiu manchas de clorofila com petróleo. É mais uma trapalhada na crise que já envolveu até a disseminação de uma fake news pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que acusou a ONG Greenpeace de ser a culpada.

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