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Curto-circuito após troca de luminária pode ter iniciado incêndio em museu

Informação é de funcionários do Museu da Língua Portuguesa ouvidos pelo coordenador municipal da Defesa Civil, Milton Persoli

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros suspeitam que um curto-circuito pode ter deflagrado o incêndio que destruiu parte do Museu da Língua Portuguesa, na região da Luz, no centro de São Paulo, nesta segunda-feira. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Milton Persoli, funcionários da instituição relataram ao órgão que o fogo começou quando era realizada a troca de uma luminária, o que pode ter desencadeado o curto-circuito. “Eles disseram que tiraram a luminária e quando foram colocar outra, já estava pegando fogo”, afirmou. Ele, no entanto, ponderou que a causa do incidente só poderá ser confirmada com a conclusão dos laudos técnicos.

Persoli também disse que os danos causados pelo incêndio podem não ter comprometido a estrutura do prédio. Equipes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foram ao local para fazer uma vistoria nas instalações. Existe a preocupação de que a movimentação de trens no local possa abalar a estrutura já danificada pelo fogo. Por isso, a Estação Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) permanece fechada nesta manhã. Segundo Persoli, a normalização da circulação “não deve acontecer tão cedo”.

O tenente-coronel Denilson Storai, comandante do 2º Grupamento dos Bombeiros (GB), afirmou que as chamas se alastraram rapidamente pelo prédio por causa do tipo de material que constituía a estrutura, datada de 1900. “O prédio é muito antigo, tem bastante madeira e material combustível”, afirmou.

Os bombeiros continuam com o trabalho de rescaldo nesta terça-feira. O bombeiro civil Ronaldo Pereira, que tentou conter o avanço das chamas no edifício morreu intoxicado pela fumaça do incêndio. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Segundo Storai, o brigadista foi encontrado na escada da torre onde começou o fogo. “Provavelmente foi o calor e a fumaça [que ocasionaram a morte]. A situação estava grave desde o início”, afirmou.

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(Com Estadão Conteúdo)