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Cúpula da Câmara vai a Washington em busca de modelos de segurança

Apesar do recuo na obrigatoriedade de funcionários e visitantes passarem pelo raio-x e por revista para entrar na Câmara dos Deputados, a cúpula da Casa ainda estuda maneiras de reforçar a segurança dos parlamentares. A medida ganhou força depois que o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi alvo de uma “chuva de dólares” de um manifestante, em referência ao dinheiro mantido em uma conta secreta na Suíça. No dia seguinte, Cunha determinou que mesmo os servidores credenciados teriam de passar pelos detectores de metal, o que provocou longas filas e irritação nos funcionários. Uma alternativa será buscada em Washington na próxima semana. Em missão oficial, o 1º secretário, Beto Mansur (PRB-BR), e o chefe do Departamento de Polícia Legislativa, Paulo Marques, vão à capital americana conhecer o modelo de segurança adotado no Congresso de lá. Vão analisar não apenas os critérios para a entrada no prédio oficial, mas nas comissões e em locais reservados. Na tentativa de evitar novos protestos contra ele, Cunha, investigado no escândalo de corrupção na Petrobras, afirmou nesta semana que os parlamentares “corriam risco” e que, com o atual modelo de segurança, poderia acontecer uma “desgraça” na Casa. (Marcela Mattos, de Brasília)