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CPI aprova convocação de ex-secretário que gravou vídeos do mensalão do DF

A CPI da Corrupção da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta quinta-feira a convocação do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa para depor à comissão. A data da audiência ainda precisa ser agendada. O requerimento é de autoria do deputado Paulo Tadeu (PT), único parlamentar da oposição presente no colegiado, formado por cinco deputados distritais.

Durval Barbosa gravou dezenas de vídeos anexados ao inquérito da Operação Caixa de Pandora, ação da Polícia Federal que desbaratou um esquema de corrupção conhecido como “Mensalão do DEM”. Os vídeos gravados pelo ex-secretário mostram deputados distritais recebendo dinheiro do suposto esquema de recebimento e distribuição de propina. Ele está sob guarda do Programa de Proteção à Testemunha do Ministério da Justiça desde que o escândalo do DF foi deflagrado.

A CPI aprovou ainda que seja requisitada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a cópia integral do inquérito da operação, “contendo, inclusive, todos os documentos que tramitam em segredo de Justiça”, segundo frisa o requerimento, também de autoria do deputado Paulo Tadeu.

Ao todo, os deputados aprovaram 10 requerimentos que, em suma, pedem informações ao governo do Distrito Federal e às empresas investigadas pela Justiça por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção local. Dentre os pedidos, destaca-se requerimento do relator da CPI, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), para que sejam ouvidos representantes de todas as empresas citadas no inquérito da Operação Caixa de Pandora, como do Grupo Paulo Octavio, do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octavio.

A reunião da comissão de inquérito teve início às 15h50 e, por mais de uma hora, os deputados distritais discutiram questões técnicas acerca do funcionamento das investigações. O deputado Paulo Tadeu pediu que o nome da CPI – oficialmente registrada como CPI da Codeplan – fosse alterada para CPI da Corrupção, como a comissão tem sido chamada pela imprensa. Segundo Tadeu, o nome oficial da comissão ofende os funcionários da Companhia de Planejamento do Distrito Federal, uma vez que outras empresas do governo são citadas no inquérito. O pedido de Tadeu, no entanto, acabou rejeitado.

(Com Agência Estado)