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Corregedoria investiga venda de lista de PMs ao PCC

Nomes e endereços de 100 policiais teriam sido vendidos a preço baixo para criminosos, que compartilharam a informação pelo Facebook

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga se policiais venderam uma lista com nomes e endereços de 100 PMs para integrantes da facção criminosa PCC. Conhecido como “plano de chamada”, a lista tem o lugar em que todo policial pode ser encontrado em caso de urgência. As investigações do órgão apontam que os dados teriam vazado de uma companhia do 35º Batalhão da PM, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. A lista teria nomes dos homens dessa companhia.

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O Inquérito Policial Militar foi aberto em maio. As investigações começaram para tentar desvendar a ação de uma quadrilha de caixa eletrônico. Nas escutas autorizadas pela Justiça, uma das partes comenta que a lista foi vendida por preço baixo. Em agosto, agentes penitenciários recolheram o celular de um preso ligado ao PCC com informações de policiais, levando a Corregedoria a fazer uma busca no 35º Batalhão dias depois. Três computadores de onde a lista teria saído foram recolhidos.

As informações sigilosas, usadas pela polícia para convocar PMs em situação de urgência, teriam sido compartilhadas pelos criminosos por meio da rede social Facebook. Em nota, a PM informou que descobriu pelo Facebook uma listagem apócrifa, sem origem e autoria e com dados de policiais. Segundo a nota, não consta registro de pagamento para nenhuma listagem nem envolvimento de policial na venda dessa lista. Durante operação na Favela de Paraisópolis, na Zona Sul da capital, a PM encontrou uma lista com nomes de 40 policiais supostamente marcados para morrer. O governo reconheceu que uma ordem para matar PMs havia sido dada de dentro da favela.

Desde janeiro, 91 PMs foram mortos em São Paulo. Um dos casos foi registrado nesta terça, quando um soldado da Corregedoria da PM foi morto em Guarulhos.

(Com Estadão Conteúdo)