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Corregedoria da PM assume inquérito militar sobre mortes em Paraisópolis

Nove pessoas morreram pisoteadas na madrugada de sábado para domingo após ação da PM em baile funk

Por Leonardo Lellis - Atualizado em 2 Dec 2019, 11h49 - Publicado em 2 Dec 2019, 11h36

A Corregedoria da Polícia Militar assumiu o inquérito aberto pelo 16º Batalhão da corporação para investigar a morte de nove pessoas pisoteadas após a ação da PM em um baile funk na favela de Paraisópolis, em São Paulo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, todas as circunstâncias serão apuradas e as armas dos policiais envolvidos na ação foram apreendidas e serão periciadas.

Ainda segundo a secretaria, o inquérito passou para as mãos da Corregedoria por ordem do comandante-geral da PM, o coronel Marcelo Vieira Salles. O batalhão atuará de forma auxiliar.

Um segundo inquérito, este da Polícia Civil e conduzido pelo 89º DP, foi aberto e os policiais que atuaram na ocorrência já prestaram depoimento.

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A tragédia aconteceu na madrugada de sábado para domingo, após chegada da Polícia Militar no local, quando as vítimas morreram pisoteadas em um tumulto. De acordo com as autoridades, a festa abrigava cerca de cinco mil pessoas.

Segundo relatos de moradores, os participantes da festa foram encurralados. No total, doze pessoas foram levadas para o pronto-socorro.

Policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) realizavam Operação Pancadão na região, quando, segundo a PM, dois homens em uma motocicleta atiraram contra os agentes e se dirigiram ao baile funk. A PM afirma que criminosos usaram os frequentadores da festa como escudo humano.

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