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Coordenador das UPPs pede desculpa por caso Amarildo

Frederico Caldas afirma que tortura do pedreiro na Rocinha foi 'inadmissível'

Por Da Redação 6 nov 2013, 18h36

O coordenador de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, coronel Frederico Caldas, pediu desculpas aos moradores da Rocinha pelo o que ocorreu ao pedreiro Amarildo de Souza – torturado até a morte depois de ser capturado por agentes da UPP da Rocinha na noite de 14 de julho. “Foi um absurdo. Inaceitável. O que temos aqui é que pedir desculpas à família e à comunidade”, declarou, nesta quarta-feira, durante cerimônia de lançamento da cartilha Cidadão com Segurança.

Elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o livro descreve os direitos e deveres do cidadão quando encontra um policial e o que fazer em caso de abuso da polícia, principalmente durante manifestações em locais públicos. “Todo cidadão tem o direito de ser tratado com respeito, sem ser xingado, agredido, ameaçado ou humilhado. Também não pode ser forçado a confessar um crime e deve ser levado à delegacia apenas se houver alguma suspeita fundamentada”, diz o documento.

Na segunda-feira, Caldas havia anunciado a substituição de setenta PMs da UPP da Rocinha, o equivalente a 10% do efetivo total da favela. A transferência, de acordo com ele, também está relacionada ao caso Amarildo. “Os policiais estavam se sentido acuados, intimidados. A gente compreende o que está acontecendo e decidiu fazer a troca”, justificou Caldas.

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