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Convenções expõem muitas caras do PSB nos Estados

Eventos em Minas, Rio e São Paulo evidenciam o desencontro entre os projetos políticos de Eduardo Campos e Marina Silva e as divisões do próprio partido

Por Da Redação 21 jun 2014, 20h47

A “nova forma de fazer política” que uniu Eduardo Campos e Marina Silva desdobra-se, às vésperas do início da campanha de 2014, em um esquizofrênico conjunto de alianças nos Estados. As últimas 48 horas expuseram desencontros marcantes nos projetos políticos que orientam os movimentos do ex-governador pernambucano, candidato à Presidência pelo PSB, e dos ‘marineiros’, que almejam construir uma estrutura partidária capaz de viabilizar, para eleições futuras, o que o Rede Sustentabilidade não foi capaz de concretizar. Na última pesquisa de intenção de voto Ibope/CNI, divulgada na quinta-feira, 19, Campos aparece em terceiro, com 10% das intenções de voto. A presidente Dilma Rousseff lidera com 39%, seguida pelo tucano Aécio Neves, com 21%.

Desde a sexta-feira, desenham-se as coligações que devem servir a Campos e ao PSB na corrida eleitoral. Em São Paulo, os socialistas integram a coligação liderada pelo PSDB para tentar reeleger o governador Geraldo Alckmin. Ganharam, em troca, o direito de indicar o vice na chapa. A aliança foi anunciada como parte de um esforço de “mudança nacional”, e cria, em tese, condições para que Alckmin venda seu peixe nos eventos do candidato de seu partido à Presidência, o senador Aécio Neves, e de Campos. É pouco provável, no entanto, que São Paulo funcione de fato como um palanque para o PSB – pelo menos no primeiro turno.

As convenções regionais realizadas neste sábado tiveram resultado bem diferente no Rio de Janeiro, onde o PSB formalizou o apoio ao PT, que disputa o governo do Estado com Lindbergh Farias, e em Minas Gerais, onde não houve acordo.

A candidatura própria do PSB no Rio de Janeiro era um projeto de socialistas alinhados com Marina Silva, liderados principalmente pelo ex-PV Alfredo Sirkis. O projeto de candidatura socialista foi derrotado na convenção por 113 a 24, o que leva a ala marineira a criticar os rumos do partido no Estado. O Rio de Janeiro, onde Marina Silva, então no PV, terminou em segundo lugar na eleição presidencial de 2010, tinha, na visão dos marineiros, potencial para alavancar o crescimento desse grupo político. Alinhados ao PT, tudo muda de figura.

Se no Rio de Janeiro venceu o pragmatismo, em Minas Gerais foi impossível estabelecer, pelo diálogo e pelo voto, um posicionamento claro para os socialistas. Não foi possível estabelecer maioria para lançar a candidatura ao governo com o deputado federal Júlio Delgado. O conflito é com os defensores do apoio ao tucano Pimenta da Veiga – tese da maioria dos prefeitos de cidades mineiras e do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Assim como no Rio, os marineiros do PSB mineiro insistem na candidatura própria. A decisão em Minas Gerais foi empurrada para Executiva estadual.

A fala do ambientalista Apolo Heringer, que contava com o apoio de Marina Silva para concorrer ao governo de Minas, mas desistiu do projeto nesta sexta-feira, reflete bem o ponto de vista de quem esperava um voo solo do PSB nos Estados. “Ao defender o apoio à candidatura do PSDB em Minas, o PSB não se coloca como alternativa”, disse Heringer. “A despeito da aposta da Rede Nacional em propor uma coligação programática que fosse uma alternativa efetiva, o que se observa é a permanência da polarização PT-PSDB.”

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