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Conselho do Carnaval vai colocar blocos nas ruas

Setores ligados à realização da festa se reuniram com representante do governo na manhã desta quarta-feira e decidiram manter a programação

Por Cida Alves - 8 fev 2012, 17h29

Embora a paralisação dos policiais militares na Bahia esteja afetando a programação pré-carnavalesca de Salvador, associações de empresas do setor que realiza a festa e formam o Conselho do Carnaval se reuniram na manhã desta quarta-feira com representantes do governo do estado para dizer que manterão a programação do Carnaval, marcado para começar em duas semanas. Segundo Joaquim Nery, da Central do Carnaval, empresa responsável pela venda de ingressos para diversos camarotes, os empresários decidiram manter a festa porque é papel deles “colocar os blocos na rua e cobrar que o governo e a Polícia Militar entrem num acordo para garantir a segurança do evento.

Nery disse que os empresários da hotelaria, restaurantes, camarotes, trios elétricos e blocos de carnaval pediram que o governo faça a sua parte para garantir a segurança da festa. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Hotelaria da Bahia (Abih), são esperadas entre 600.000 e 800.000 pessoas de fora do estado para o carnaval em Salvador – o público total da festa é de 2 milhões de foliões. Os quatro dias de Carnaval movimentam cerca de 500 milhões de reais e geram mais de 200.000 empregos.

Greve – Os policiais militares da Bahia estão parados desde o dia 31 de janeiro por melhorias salariais. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, um terço dos 30.000 PMs aderiram ao movimento. Os grevistas dizem que o número é maior.

A segurança no estado está sendo reforçada com a presença de homens da Força Nacional de Segurança e do Exército. Algumas centenas de policiais ocuparam a Assembleia Legislativa na última segunda-feira e permanecem no prédio, que está cercado pelo Exército.

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