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Condenado pelo assassinato do pai e madrasta, Gil Rugai vai para prisão em Tremembé

Ex-seminarista foi levado no início da tarde desta terça-feira para presídio no interior de São Paulo

Por Da Redação 23 fev 2016, 21h39

Preso ontem à noite em sua casa, o ex-seminarista Gil Rugai, de 32 anos, foi levado no começo da tarde desta terça-feira, 23, para o presídio de Tremembé 2, no Vale do Paraíba. É lá que ele passará a cumprir a pena de 33 anos e 9 meses pelo assassinato do pai, o publicitário Luis Rugai, e da madrasta, Alessandra Troitiño, em março de 2004.

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Rugai foi preso por volta das 22h20 de segunda-feira pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após ter a prisão decretada pela Justiça no fim da tarde. A decisão de decretar a prisão de Rugai, do juiz Adilson Pauloski Simoni, do 5.º Tribunal do Júri, está baseada na nova determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na semana passada, revisou sua jurisprudência e permitiu que réus condenados já em segunda instância cumpram pena de prisão, sem a necessidade de aguardar o julgamento de todos os recursos em liberdade. O pedido de prisão foi feito pelo promotor Rogério Zagallo.

O julgamento de Gil Rugai aconteceu em fevereiro de 2013, quase dez anos após o crime. Ele foi condenado, mas saiu pela porta da frente para aguardar a tramitação dos recursos em liberdade. Na época, o promotor Rogério Zagallo declarou que, após o término da sessão, “Gil Rugai, condenado por dois assassinatos, vai chegar em casa antes do que qualquer um de nós e descansar.”

Em novembro de 2014, após analisar e aceitar os argumentos do Ministério Público, o TJ-SP confirmou a sentença e mandou o condenado para o mesmo presídio de Tremembé, conhecido por receber criminosos que protagonizaram crimes de repercussão, como o ex-médico Roger Abdelmassih, o casal Alexandre Nardoni e Ana Jatobá. Em setembro de 2015, contudo, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rugai foi solto. Na ocasião, os ministros da 5ª Câmara aceitaram os argumentos dos advogados do ex-seminarista de que ele enfrentava “constrangimento ilegal” e que o cumprimento da pena por ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) “não tinha fundamento algum”.

Os advogados, baseados na antiga legislação, destacaram que ele só poderia ir para a cadeia depois que todos os recursos fossem analisados até as últimas instâncias do Judiciário, quando não havia mais possibilidade de recurso. Na época, os defensores impetraram novos recursos no STF para que Gil Rugai fosse submetido a um novo julgamento. Mas como esses recursos nem sequer foram analisados e o réu está condenado pelo TJ-SP, o juiz Simoni decidiu, agora, decretara a prisão.

(Com Estadão Conteúdo)

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