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Concluída licitação da saúde para a Jornada da Juventude

Savior e Vida - duas das três empresas que haviam sido contratadas pelos organizadores - foram as únicas candidatas e vão dividir o atendimento

Está, enfim, encerrada a controversa licitação para o atendimento de saúde durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Nesta segunda-feira – faltando exatamente uma semana para chegada do papa Francisco ao Rio de Janeiro -, foram divulgadas as empresas vencedoras do processo que venceu uma queda de braço na Justiça por uma série de suspeitas de irregularidades.

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Duas das três empresas que haviam sido contratadas inicialmente pelos organizadores do evento (o Instituto Jornada Mundial da Juventude) são as vencedoras. Savior Medical Service e Sistema de Emergência Médica Móvel (Vida) foram, na verdade, as únicas candidatas e vão dividir os serviços, que serão bancados pela prefeitura.

A Savior ficará responsável pelos eventos na praia de Copacabana, nos caminhos de peregrinação em Guaratiba e no Angelus na Glória. Caberá à Vida o serviço no Campus Fidei, em Guaratiba, onde são esperados 2 milhões de fiéis para a missa de encerramento celebrada pelo papa. As empresas receberão juntas 7,4 milhões de reais – cerca de 400.000 a menos do que estava previsto.

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Processo – A batalha judicial envolvendo a licitação dos contratos de saúde da JMJ começou depois que o Ministério Público estadual pediu o cancelamento do pregão apontando falhas no processo. Inicialmente previstos como um encargo dos organizadores do evento, os custos foram transferidos para o município, com a justificativa de “mais experiência” com eventos de grande porte.

Para o MP, o caráter privado e religioso do evento deveria ser impeditivo para o uso de verba pública. Além disso, os promotores viam favorecimento para as empresas antes contratadas (Savior, Vida e Grupo Bem) em relação às demais. Eles sustentavam que o trio teve acesso antecipado ao detalhamento do evento e mais tempo para se planejar e organizar.

O Ministério Público denunciou ainda uma suspeita delatada pela representante do Grupo Bem, a única das três que não se candidatou à licitação e que havia participado de uma reunião com organizadores. O objetivo, afirma o MP, era fraudar a concorrência, simplesmente transferindo para o orçamento do município as despesas com empresas já contratadas. Ou seja, um processo de “cartas marcadas”.

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