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Conar condena Haddad por propaganda enganosa em ônibus

Denúncia movida pelo vereador Gilberto Natalini (PV) afirma que o programa Ecofrota foi abandonado na gestão do petista. Orgão pediu retirada dos adesivos

Por Da redação Atualizado em 22 out 2020, 14h56 - Publicado em 15 jul 2016, 09h21

O Conselho Superior do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) condenou a gestão Fernando Haddad (PT) por propaganda enganosa. Em reunião realizada nesta quinta-feira o órgão privado recomendou à Prefeitura a retirada do termo Ecofrota das laterais dos ônibus que rodam na cidade utilizando apenas o diesel comum como combustível.

Unânime, a decisão é resultado de uma denúncia encaminhada ao Conar pelo vereador Gilberto Natalini (PV). Nela, o parlamentar afirma que o programa Ecofrota, iniciado na gestão passada, de Gilberto Kassab (PSD), sofreu “completo retrocesso”, ao ponto de ser descontinuado pela atual administração.

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O projeto previa dois tipos de mistura nos motores dos veículos: o uso de biodiesel (B7), em 1,2 mil ônibus, e de diesel de cana (na proporção de 30%), em outros 395 coletivos. “Mas, infelizmente, ambos foram abandonados, sob a alegação da Prefeitura, de que haveria problemas técnicos e financeiros”, diz Natalini.

Segundo o Conar, a Prefeitura defendeu a adesivação, com o termo Ecofrota, nos ônibus movidos a eletricidade ou etanol, mas reconheceu que, diante do exposto, a utilização dos adesivos nos coletivos que não participam mais do programa não se justifica. Em nota, a SPTrans afirmou que vai respeitar a decisão do Conar e determinar às empresas a retirada imediata dos adesivos.

Para Natalini, a gestão Haddad não podia mais enganar os paulistanos. “É uma lástima que a Prefeitura tenha deixado de investir em uma frota sustentável.”

(Com Estadão Conteúdo)

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