Como Polícia Civil descobriu esquema de envio de celulares e drogas para prisões no Rio
Operação mira organização criminosa que abastecia facções dentro do sistema prisional fluminense
A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira, 3, uma operação para desarticular uma organização criminosa que enviava drogas, aparelhos celulares e outros produtos proibidos para prisões no estado do Rio de Janeiro. São cumpridos quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em endereços na capital fluminense e Região Metropolitana. Até o momento, quatro pessoas foram presas.
A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com apoio da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (SSISPEN). As investigações tiveram início após uma tentativa frustrada de introdução de 20 quilos de drogas e 130 celulares no Presídio Nelson Hungria, o Bangu 7, no Complexo de Gericinó, em novembro. Servidores envolvidos no esquema faziam uma revista superficial, facilitando a entrada dos materiais ilícitos.
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A partir do incidente, agentes realizaram trabalhos de inteligência, com análise de imagens, cruzamento de dados, diligências e investigação financeira. Foi assim que a corporação identificou um “grupo criminoso estruturado”, que operava a partir de uma divisão de tarefas e de atuação coordenada. A quadrilha tinha como objetivo abastecer membros de facções presos.
O policial penal Wagner Jardim Dias é um dos alvos da operação. Apontado como o principal facilitador, ele foi preso em casa, em Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói. Dias já havia sido preso no final do ano passado no âmbito das investigações, mas foi solto em fevereiro. O esquema movimentou mais de R$ 259 mil em um curto período de tempo, de forma a aumentar as desconfianças da polícia.







