Como fica Carlos Bolsonaro, após decisão de Moraes no caso Abin Paralela
Ex-vereador é investigado por suposta participação em estrutura clandestina de agência
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o envio da investigação sobre Abin Paralela para a Justiça Federal do Distrito Federal. Seguem alvo da apuração 28 pessoas, incluindo o ex-vereador Carlos Bolsonaro.
Moraes seguiu o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que afirmou que os remanescentes não tinham foro privilegiado no STF.
“Os fatos remanescentes, ainda não denunciados, não guardam relação imediata com a autoridade detentora de foro especial ou com a sua finalidade antidemocrática, ainda que remotamente possam tê-las favorecido”, avaliou Gonet.
Para o procurador-geral, “as hipóteses investigativas pendentes, como se observa do indiciamento feito pela Autoridade Policial, concentram-se em ilícitos contra a Administração Pública, decorrentes da violação de deveres funcionais, que não justificam a atuação da Suprema Corte”.
Por outro lado, a investigação contra nove pessoas foi arquivada.
Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado Alexandre Ramagem e outras duas pessoas, o entendimento foi de que eles já foram punidos por esses fatos no julgamento da trama golpista.
“Uma vez que os elementos de prova foram utilizados para o juízo condenatório daquelas Ações Penais, é o caso de arquivamento da investigação”, afirmou Moraes.
Já para o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e outros quatro atuais ou ex integrantes da gestão, Moraes considerou que não havia justificativa para a continuidade da apuração.







