Como era rotina dos adolescentes explorados em carvoaria clandestina em Duque de Caxias
Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente haviam se destinado ao local para averiguar informações sobre funcionamento irregular; donos foram presos
A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira, 27, os dois proprietários de uma carvoaria clandestina em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde adolescentes eram submetidos a condições insalubres de trabalho. Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) haviam se destinado ao local para averiguar informações sobre o funcionamento irregular de uma carvoaria que causava danos ambientais na região.
Foi então que os policiais descobriram que a unidade desrespeitava normas ambientais e trabalhistas. Segundo a corporação, três adolescentes atuavam na produção de carvão vegetal sem qualquer equipamento de proteção. Ou seja, estavam expostos à fumaça, fuligem, poeira, calor intenso e aos gases provenientes da carbonização da madeira. O ambiente também era “insalubre e nocivo à saúde”, de acordo com a Polícia Civil.
Os agentes da DPMA constataram que a carvoaria descumpria diversas exigências previstas nas licenças ambientais, parte de “uma série de irregularidades na operação do empreendimento”, acrescentou a corporação. Os donos do local, situado na Vila Santa Alice, foram conduzidos à unidade e autuados em flagrante. Investigações seguem em andamento.







