Como cada um dos ministros do STF deve votar sobre investigação contra Moraes
Tribunal fará sessão histórica para decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por relações com Daniel Vorcaro
O julgamento histórico marcado para esta terça-feira no STF deve refletir a divisão que tomou conta da Corte desde que as investigações do escândalo do Banco Master apontaram para envolvimento de integrantes do tribunal com Daniel Vorcaro.
Dos dez ministros que integram atualmente o STF, dois não devem votar. Dias Toffoli se declarou impedido de atuar em casos sobre o escândalo, por ser ele também citado nas mensagens e provas encontradas pela Polícia Federal no caso Master.
Alexandre de Moraes, por ser o alvo do relatório em análise, também não deve votar — o plenário vai decidir sobre isso –, segundo interlocutores da Corte informaram ao Radar.
Segundo essas mesmas fontes, os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Flávio Dino seriam, no momento os integrantes da Corte que estariam do lado de Moraes e contra as investigações.
A favor da abertura do processo, com a consequência análise das provas da PF, estariam André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.
O presidente do STF, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia também são vistos como votos favoráveis a que tudo seja investigado, mas a posição deles só será conhecida no curso do julgamento.
Entenda como será o julgamento no STF nesta terça-feira.
A PGR, que teve o procurador-geral Paulo Gonet diretamente citado nas mensagens de Vorcaro, apresentou parecer, assinado pelo próprio Gonet, pedindo a anulação do relatório da Polícia Federal que identifica as mensagens do banqueiro a Moraes.
Em sua defesa, o ministro apresentou um documento de 44 páginas em que se diz vítima de vingança e perseguição de condenados da trama golpista, defende o contrato milionário do escritório da família com o Banco Master e alega que as mensagens do banqueiro seriam falsas e criadas para justificar uma “farsa” de André Mendonça contra ele.







