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Comissão vai pedir proteção à viúva do coronel Malhães

Comissão de Direitos Humanos do Senado quer oficializar proteção à viúva do coronel e ao caseiro, preso após ser acusado de envolvimento no crime

A Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal pretende pedir oficialmente proteção policial à viúva do coronel reformado Paulo Malhães e ao caseiro Rogério Pires, preso após ser acusado de envolvimento com o assassinato do militar. Nesta terça-feira, o colegiado apresentou relatório com as informações colhidas pelos parlamentares sobre o caso, mas o documento não foi votado por falta de quórum. No dia 6 de maio congressistas foram ao Rio de Janeiro colher dados sobre o assassinato do coronel Malhães e na ocasião o caseiro, preso pela Polícia Civil como o autor do homicídio, negou participação no crime.

O pedido de ingresso da viúva Cristina Malhães no Programa Federal de Proteção a Vítimas e Testemunhas é uma das principais iniciativas propostas pelo relatório da comissão. No documento, os senadores pleiteiam ainda que a Polícia Civil do Rio de Janeiro compartilhe com os parlamentares o inquérito sobre o caso e que dois procuradores sejam designados para acompanhar as investigações.

Mesmo após a visita dos senadores ao Rio de Janeiro, os integrantes da Comissão de Direitos Humanos consideraram que não existem elementos suficientes para afastar a hipótese de assassinato ligada ao passado de torturador de Malhães. A principal linha de investigação policial, porém, gira em torno da tese de latrocínio.

Na reunião da comissão nesta terça, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que participou da diligência no Rio, disse que o Estado brasileiro foi negligente e uma espécie de co-responsável pela morte do militar. “Esse senhor era a principal testemunha dos crimes ocorridos na ditadura brasileira. Depois do depoimento dele à Comissão Nacional da Verdade, o Estado nada fez para assegurar-lhe a integridade. O coronel não está vivo porque houve negligência do Estado brasileiro”, afirmou.

De acordo com a versão apresentada pelo caseiro aos senadores, ele não participou nem planejou o crime, mas reconheceu os irmãos Anderson e Rodrigo Pires como autores do suposto assalto seguido de morte. Segundo ele, os dois chegaram ao sítio, na área rural de Nova Iguaçu (cidade na Baixada Fluminense) por volta das 10h no dia do assassinato (24 de abril). Malhães só teria chegado ao imóvel três horas depois.

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