Comissão da Alerj cobra explicações sobre risco de suspensão de serviços por dívida da SuperVia
Concessionária encerrou as operações em maio deste ano, após quase três décadas, em razão de uma crise financeira
O presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Dionísio Lins (Progressistas), encaminhou nesta terça-feira, um pedido de informações à permissionária Trens-RJ devido à ameaça de interrupção dos serviços prestados por fornecedores essenciais para o funcionamento dos trens no Rio. O risco ocorre por dívidas contraídas pela SuperVia, antiga concessionária, no valor estimado de R$ 15 milhões. A Supervia encerrou as operações em maio deste ano, após quase três décadas, em razão de uma crise financeira.
Pelos termos do contrato entre o governo do estado e o consórcio Nova Via Mobilidade, que usa Trens-RJ como marca, a permissionária não tem responsabilidade pelos débitos da SuperVia. O documento foi homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial. A permissionária passou a assumir o serviço de trens do Rio em 30 de maio, mês em que as dívidas foram contraídas pela ex-concessionária. Lins, então, pediu explicações sobre quais são as atribuições da Trens-RJ e do Palácio Guanabara nesse contexto.
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Também solicitou um planejamento para a quitação da dívida, além de ter questionado a despesas para a manutenção dos serviços — o que inclui desde a frota até os equipamentos. Além disso, o deputado requisitou planos de contingência para situações de emergência e de crise nos trens, de forma a minimizar os impactos nos passageiros em caso de problemas técnicos.
Ele pediu, ainda, que sejam apresentadas propostas para reduzir e impedir assaltos no sistema ferroviário do Rio — nesse caso, uma obrigação do governo estadual. No momento, somente PMs do Grupamento de Policiamento Ferroviário monitoram as estações e plataformas. Um levantamento recente da Trens-RJ apontou que ao menos 14 estações estão em áreas de risco controladas pelo crime organizado. No geral, a malha ferroviária passa por 179 comunidades. Assaltos e arrastões são comuns.







