Comando afasta PMs que atuaram em tumulto que matou nove em Paraisópolis

Pedido havia sido feito pela Ouvidoria da corporação à Corregedoria, que investiga o caso; policiais serão retirados das ruas e farão atividades internas

Por Da Redação - 2 dez 2019, 18h54

O comando-geral da Polícia Militar de São Paulo anunciou o afastamento do trabalho nas ruas dos policiais envolvidos na ação que deixou nove jovens mortos e dezenas de feridos durante um baile funk na favela de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, na madrugada deste domingo 1º.  O afastamento já havia sido requisitado pela Ouvidoria da PM à Corregedoria da corporação, que está à frente das investigações.

A medida é considerada de praxe em investigações sobre letalidade policial, e o afastamento é determinado até a conclusão das apurações. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira, 2, que as mortes foram provocadas pelos criminosos, e não pela PM. Por isso, declarou o governador, a política de segurança no estado não irá mudar.

A tragédia ocorreu após chegada da PM ao local, quando as vítimas morreram pisoteadas. No total, doze pessoas foram levadas para o pronto-socorro. De acordo com as autoridades, a festa abrigava cerca de cinco mil pessoas.

Os jovens mortos tinham entre 14 e 23 anos. São eles Gustavo Cruz Xavier, 14, Dennys Guilherme dos Santos Franco, 16, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16, Denys Henrique Quirino da Silva, 16, Luara Victoria Oliveira, 18, Gabriel Rogério de Moraes, 20, Eduardo da Silva, 21, Bruno Gabriel dos Santos, 22, e Mateus dos Santos Costa, 23. Há outros jovens internados.

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Policiais do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) realizavam a Operação Pancadão na região, quando, segundo a PM, dois homens em uma motocicleta atiraram contra os agentes. A moto fugiu em direção ao baile funk, ainda efetuando disparos, ocasionando um tumulto entre os frequentadores do evento.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou rapidamente sobre o caso na manhã desta segunda-feira, 2, quando atendia apoiadores na portaria do Palácio do Planalato, e disse que lamentava “a morte de inocentes”.

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