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Comandante de batalhão é exonerado após morte de cinco jovens no Rio

Quatro policiais foram presos acusados de homicídio doloso e fraude processual; corpo das vítimas foram enterradas hoje no Cemitério de Irajá, na Zona Norte da capital fluminense

Por Da Redação 30 nov 2015, 17h50

O Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro exonerou nesta segunda-feira o tenente-coronel Marcos Netto, comandante do 41ª Batalhão, responsável pela área onde cinco jovens de 16 e 25 anos foram mortos por policiais na madrugada deste domingo. Em nota, a PM informou que Netto deixa o posto “em razão dos últimos lamentáveis acontecimentos envolvendo policiais sob o seu comando que conflitam com as orientações do comando da corporação”.

Os jovens Roberto de Souza Penha, 16 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16, Cleiton Correa de Souza, de 18, Wilton Esteves Domingos Junior, de 20, e Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos, foram fuzilados no carro em que estavam com dezenas de tiros. Seus corpos foram enterrados nesta segunda-feira no cemitério de Irajá, na Zona Norte da capital fluminense. O crime aconteceu em um dos acessos ao Morro da Lagartixa, em Costa Barros, na mesma região.

O tenente-coronel Jorge Fernando de Oliveira Pimenta, que está à frente do 32º Batalhão da PM (Macaé), assumirá o comando do 41º Batalhão.

Os policiais Thiago Resende Viana Barbosa, Marcio Darcy Alves dos Santos, Antonio Carlos Gonçalves Filho (por homicídio doloso e fraude processual) e Fabio Pizza Oliveira da Silva (apenas por fraude processual) foram presos logo depois do crime e levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na região metropolitana, na tarde de domingo. Em nota, a Polícia Civil informou que os PMs foram presos em flagrante, que as suas armas foram apreendidas e que testemunhas estão sendo ouvidas. O caso é investigado pela 39ª Delegacia de Polícia (DP).

Pela manhã, Marcos Netto deu entrevista ao Bom Dia Rio, da Rede Globo, criticando a conduta dos PMs. “Nós determinamos aos policiais que efetuem disparos somente quando forem agredidos, e de forma proporcional. O que vimos preliminarmente é que houve uma reação desproporcional. Nós lamentamos profundamente o que aconteceu”, disse Netto. “A Polícia Militar hoje chora juntamente com os familiares dessas pessoas que lamentavelmente vieram a óbito, mas que permaneçam acreditando na nossa instituição. Não podemos tomar o todo pela parte. Foi uma ação isolada, errada e está sendo apurada. Esses policiais, além de responder pela Justiça Militar, eles poderão ser excluídos da corporação”, completou. As famílias dos jovens decidiram entrar na Justiça com ação conjunta contra o Estado.

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(Com Estadão Conteúdo)

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