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Com Câmara ocupada, vereadores de Belo Horizonte reduzem tarifas de ônibus

Manifestantes não estão satisfeitos com a diminuição de 0,05 centavos e, de dentro da Câmara dos Vereadores, avisam que só sairão depois de encontrarem com o prefeito. Houve confusão iniciada por um grupo que não conseguiu entrar no prédio e tentou invadir o local

Por Da Redação
29 jun 2013, 16h24

Pressionados por manifestantes que ocuparam na manhã deste sábado a Câmara Municipal de Belo Horizonte, os vereadores aprovaram em segundo turno a redução de 5 centavos no valor das tarifas de ônibus da capital mineira. A BHTrans, empresa que gerencia o transporte público da cidade, se comprometeu a reduzir em mais 5 centavos do valor da passagem ao livrar as empresas do Custo de Gerenciamento Operacional (CGO), uma taxa cobrada sobre a autorização de concessão para explorar o serviço.

A redução, porém, não deve entrar em vigor imediatamente, como ocorrerá em outras capitais, porque não haveria tempo hábil para publicação de uma portaria por parte da prefeitura para validar a redução já a partir do dia 1° de julho.

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Insatisfeitos com a proposta por considerar que a redução na tarifa não deveria vir por meio da desoneração fiscal das empresas, cerca de 100 manifestantes permanecem na Câmara de Belo Horizonte e prometem só deixar o local após se reunirem com o prefeito Márcio Lacerda. Mais cedo, houve tumulto quando metade deles foi impedida de entrar no plenário. O grupo que não foi permito de entrar, por causa da lotação da casa, forçou a entrada e o vidro de uma das portas quebrou. A tropa de choque da Guarda Municipal isolou o local. Alguns manifestantes pintaram corações coloridos nos escudos dos agentes.

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Na votação deste sábado, os vereadores rejeitaram duas emendas do PT. Uma delas previa a abertura à população da planilha de custos das empresas de ônibus, consideradas pelos manifestantes uma “caixa-preta”. A outra emenda previa que a desoneração do PIS/Cofins fosse integralmente repassada ao preço das passagens para baratear a tarifa.

Na quarta-feira, os protestos que reuniram aproximadamente 50 mil pessoas e começaram pacíficos antes do jogo entre Brasil e Uruguai, pela semifinal da Copa das Confederações, no Mineirão, terminaram em confronto e depredações. Pelo menos 26 pessoas foram presas e nove ficaram feridas – além de Douglas, o jovem que morreu ao cair do viaduto.

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