Clube Caiçaras compra um terço de ilha na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio
Terreno de 11 300 metros quadrados já era usado pelo clube, através de cessões do governo fluminense
O Clube dos Caiçaras arrematou, nesta terça-feira, 15, um terreno de 11 300 metros quadrados. O leilão foi realizado na sede do Rioprevidência, no Centro da cidade, e o lance vencedor foi de 23,3 milhões de reais — o valor mínimo estabelecido para a venda.
A área faz parte do clube há décadas. Situado em uma ilha na Lagoa Rodrigo de Freitas, o terceiro bairro mais valorizado da cidade, o Caiçaras vinha utilizando o espaço por meio de cessões. Agora, a instituição é de fato dona do “terço da ilha”, que inclui cinco quadras de tênis, dois campos de futebol e quadras de areia.
O mais recente acordo de cessão tinha sido acertado no dia 5 de maio e garantia o uso do terreno em troca do pagamento de 39 772 reais mensais ao governo do estado. Antes disso, o último acordo era de maio de 2015, quando o pagamento mensal estabelecido era menor — 23 200 reais por mês. Todo este terreno é, na verdade, um aterro, registrado oficialmente em 1980. Antes dele, o clube administrava uma área de aproximadamente 22 mil metros quadrados, que formava a ilha toda.
Fundado em 1931 por três famílias de Ipanema, o Caiçaras passou a ocupar a ilha na Lagoa em 1935, quando o local pertencia ao poder público. Três anos depois, em 1938, recebeu o domínio útil do terreno, mediante o pagamento de 600 mil réis anuais à Prefeitura do então Distrito Federal. A sede funcionou assim até 1960, quando o clube recebeu também o domínio direto da ilha, com a condição de que, caso se dissolva ou se funda com outra entidade privada, a posse do local volta ao poder público. Essas condições valem até hoje.





