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Clima de guerra no STF tem até suspeita de investigação clandestina da PF contra Mendonça

Ministro do Supremo diz, sob anonimato, que acredita em uma operação para tentar desmoralizar o relator do caso do Banco Master

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 set 2026, 22h01 | Atualizado em 4 set 2026, 11h53
Clima de guerra no STF tem até suspeita de investigação clandestina da PF contra Mendonça Priorize VEJA no Google

Parece surreal, mas há, no STF, a suspeita de que a Polícia Federal esteja investigando clandestinamente o ministro André Mendonça e seu gabinete.

A possível ação clandestina se daria dentro do inquérito aberto a pedido da defesa de Lulinha para apurar vazamentos das mensagens de Roberta Luchsinger com o filho do presidente da República e com o ex-chefe de gabinete de Lula, o Marcola.

Em dias normais, qualquer movimento desse tipo seria descartado de pronto. Afinal, a PF é uma instituição séria. “Ocorre que não vivemos dias normais na República”, diz um ministro do STF, sob anonimato, ao Radar.

“O gabinete do ministro Mendonça deveria se preocupar. Eu, se estivesse no lugar dele, estaria preocupado”, segue o mesmo ministro.

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A avaliação do colega de Mendonça é de que há uma operação em curso para tentar produzir fatos que descredibilizem o relator das investigações do caso Master, algo que faria bem a uma ala do STF que tenta abafar as revelações sobre negócios do banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.

A decisão de Moraes que mandou Fachin avaliar potenciais crimes de Mendonça revela que o relator do inquérito das fake news tomou conhecimento da existência de relatórios de inteligência sobre ministros do Supremo. A informação caiu como uma bomba no tribunal por sugerir que a PF realizou, de fato, apurações clandestinas. “Isso é muito grave”, diz outro ministro ao Radar.

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“Os fatos narrados nos ‘Relatórios de Inteligência’ indicam que, na relatoria das PETs 15041 (Operação Sem Desconto) e 15556 (Operação Compliance Zero), o Ministro André Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92), Lei crimes de responsabilidade (Lei nº 1.079/50) e de abuso de autoridade (Lei nº 13.869/2019), com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”, diz a decisão de Moraes, que praticamente confirma que a PF investigou Mendonça ilegalmente, na visão de ministros da Corte.

É fato que há muita gente na PF, no governo e no próprio Supremo de olho no gabinete de Mendonça, que abriga delegados da PF na equipe.

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Nesta quinta-feira, circulou a informação de que o presidente da Corte, Edson Fachin, foi aconselhado a acabar com a presença de delegados nas equipes de gabinete de ministros.

O próprio Lula já discursou mirando em delegados que estão “fora da PF”, num movimento que chegou a abrir uma crise com Mendonça. O caso só não virou algo pior porque o ministro da AGU, Jorge Messias, entrou em campo para pacificar a situação e porque o ministro da Justiça, Wellington Silva se recusou a colocar o próprio CPF numa operação para tirar os delegados do STF.

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