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Cinco meses de celebrações para o Jubileu de Diamante de Elizabeth II

Por Por Denis Hiault 3 fev 2012, 11h14

Cinco meses de celebrações pelos 60 anos de reinado: o Reino Unido comemora de fevereiro a junho o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II, com a suntuosidade habitual dos Windsor num momento em que, inclusive, a interessada defende uma homenagem modesta nestes tempos de austeridade.

Os conselheiros do palácio de Buckingham são formais. A soberana tem a intenção de economizar os “gastos extravagantes” para poupar o contribuinte. O primeiro-ministro David Cameron relativiza uma fatura que será “9 mil vezes menor que a dos Jogos Olímpicos de Londres” de julho-agosto.

Já Camila, a esposa do príncipe Charles, destaca os gostos simples de sua sogra quando sugere uma receita para imortalizar o evento. Como o “coronation chicken” (frango da coroação), inventado em 1953.

A rainha continuará com suas atividades normais no dia 6 de fevereiro, data que marca o 60º aniversário da morte de seu pai Jorge VI e sua ascensão ao trono, regularizada com uma coração mais de um ano depois.

Aos 85 anos, Sua Majestade começará a semana visitando o povoado medieval de King’s Lynn e uma escola do condado de Norfolk. “Tantas coisas que já não deveria fazer na sua idade”, comentou o príncipe Harry para ressaltar o sentido de dever de sua avó, que superou o complicado século XX e começou em aparente boa forma o XXI.

No entanto, o programa de festejos irá aumentar, marcado por cerimônias, exposições, cavalgadas em honra de uma monarca no auge de sua popularidade. Inclusive os 20% de republicanos convictos que criticam uma instituição “dispendiosa e antidemocrática” não atacam diretamente sua pessoa.

O casamento do príncipe William, o neto que ocupa o segundo lugar na linha de sucessão, com Kate, virou em abril uma nova página da história depois de duas décadas vergonhosas, marcadas pelas extravagâncias supermidiatizadas dos filhos da rainha.

Os momentos-chave de seu reinado serão repassados pela própria soberana em um discurso solene diante do Parlamento em 20 de março e em um espetáculo equestre no castelo de Windsor em meados de maio. Nesta reconstituição histórica participarão cerca de 500 cavalos – marwaris de Khaipur, puros sangue de Omã, mustangs americanos – e 900 figurantes, incluindo maoris, esquimós, guerreiros zulus e cossacos.

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Uma celebração do passado? O ambiente real considerou “de muito mau gosto” os comentários de que a visita que a rainha realizou em outubro às terras australianas do outro lado do mundo poderia ser a última.

Desde então, o príncipe Phillip, de 90 anos, sofreu um pequeno acidente coronário. Espera poder participar no “giro do Jubileu” que sua esposa iniciará no início de março, mas os deslocamentos se limitariam às fronteiras do Reino Unido. Elizabeth II enviará outros membros da família real como emissários às ex-colônias e ao resto do mundo.

Os principais festejos foram adiados – com a esperança de que o sol brilhe – para o fim de semana festivo de 2 a 5 de junho.

O programa inclui o derby de Epsom, a única corrida tradicional que os cavalos da rainha nunca ganharam, no sábado, dia 2.

No domingo haverá um “Grande Almoço” que mobilizará milhões de súditos nos parques, pubs e ruas do reino, e uma procissão fluvial pelo Tâmisa de mil embarcações seguindo a barcaça real, apresentada como um espetáculo inédito em séculos.

Na segunda-feira, 2012 faróis se acenderão em todo o mundo.

A festa terminará na terça-feira com uma missa de ação de graças na catedral de St. Paul, um percurso em carruagem e uma apresentação no balcão do Palácio de Buckingham.

Em meio à multidão que se reuniu em 1897 para o Jubileu de Diamante de sua tataravó Victoria, um cartaz dizia “É a rainha das rainhas”.

“Mas hoje, quando se fala da ‘Rainha’, todos pensam em Elizabeth II. É, de alguma maneira, a rainha do mundo, e não apenas do Reino Unido”, declarou à AFP Robert Jobson, um de seus biógrafos.

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