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Cidades afetadas por inundações recebem especialistas

Por Da Redação - 3 jan 2012, 19h11

Por Lisandra Paraguassu

Brasília – O governo federal vai enviar especialistas para as cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo com maiores riscos de inundações e deslizamentos de terra para verificar no local, em caso de alertas, a necessidade de medidas como a retirada de moradores. O grupo de especialistas irá trabalhar na resposta aos alertas de emergência emitidos pelo Centro de Alertas de Desastres Naturais, órgão que funciona desde o início de dezembro no Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Vamos ter pessoal em todos os municípios de risco. No Rio de Janeiro estamos trabalhando desde segunda-feira. Em Minas Gerais o trabalho começa amanhã e no Espírito Santo, na próxima quinta-feira”, explicou o secretário-adjunto da Defesa Civil, Ivan Ramos. “As informações do centro de alertas serão avaliadas no terreno para ver a necessidade de retirar pessoas”.

Dois centros ligados ao monitoramento de desastres ambientais começaram a funcionar no início de dezembro. Um deles fará o monitoramento e emitirá alerta de riscos aos estados e municípios. Outro é responsável pelo gerenciamento da resposta aos desastres. Esses centros trabalham, por enquanto, com o acompanhamento de 56 cidades da região sudeste que, historicamente, tem maior risco de inundações e desabamentos. Outros 34 do Norte e Nordeste serão acrescentados a partir de abril, quando começa a chuva nessas regiões. Até 2014 a intenção é alcançar 251 municípios. “Com o tempo queremos acrescentar outros tipos de desastres que não matam, mas afetam muito a população, como a estiagem”, afirmou o climatologista Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

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Não há, ainda, previsão de liberação de recursos para os estados atingidos pelas chuvas. De acordo com Ivan Ramos, nenhum dos governos estaduais pediu verbas para retirada e acomodação de pessoas. Já os recursos para reconstrução – o governo federal tem, no momento, R$ 450 milhões a disposição – só são liberados depois que o estado apresenta uma avaliação dos danos.

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