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Chuvas: cinco mortos em Minas Gerais

Um taxista morreu soterrado em seus veículo em Ouro Preto e outro está desaparecido; número de municípios em estado de emergência chega a 52. Presidente Dilma Rousseff telefonou para governador para oferecer recursos

Por Da Redação - 3 jan 2012, 08h04

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais corrigiu há pouco a informação sobre o número total de mortos no estado por causa das chuvas. Desde outubro, cinco pessoas morreram e não seis, como a corporação havia informado anteriormente. Um taxista morreu soterrado em um deslizamento de terra em Ouro Preto, na madrugada desta terça-feira. Outro taxista, que estava no mesmo local, está desaparecido. A morte dele não foi confirmada. Nesta terça, subiu para 52 o número de municípios em estado de emergência. No período de chuvas entre o final de 2011 e o início deste ano, 108 cidades e mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas. Quase 10.000 moradores perderam suas casas.

A presidente Dilma Rousseff, que está de férias na Bahia, telefonou nesta terça-feira par o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, para oferecer ajuda aos municípios em situação de emergência por causa das enchentes. Dilma afirmou que o governo vai disponibilizar recursos financeiros ao estado e também recursos humanos. Órgãos federais, como a Defesa Civil, o Centro de Alerta de Desastres e os ministérios da Integração Nacional e da Ciência e Tecnologia, participam das ações em Minas Gerais

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, anunciou a interrupção das férias, que se estenderiam até domingo. Ela pretende acompanhar a situação das chuvas em Minas e os atrasos dos voos nos aeroportos do País. A ministra retoma as atividades esta tarde. Às 15h30, Gleisi despacha com o secretário-executivo, Beto Vasconcelos, e em seguida receberá, em encontros separados, o ministro interino da Integração Nacional, Sérgio Castro, e os diretores da Infraero, Geraldo Moreira Neves (Comercial) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Cláudio Passos Simão (Aeronavegabilidade).

Doações – Desde outubro do ano passado, a Defesa Civil de Minas Gerais doou 70,5 toneladas de alimentos, 4.090 colchões, 2.620 cobertores, 9.160 telhas, 2.850 kits de produtos de higiene pessoal e 830 Kits de limpeza, além de 87 rolos de lonas e 160 sacos com roupas. São treze depósitos em cidades do interior mineiro para receber as doações – estão em construção outros três armazéns – e 21 equipes de transporte de ajuda humanitária.

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A chuva que persiste em Minas Gerais também provocou contratempos nas rodovias. A pista sul (sentido São Paulo) da Rodovia Fernão Dias estava bloqueada no km 577, entre as regiões de Carmópolis de Minas e Itaguara, devido às chuvas contínuas que provocaram a cheia do Rio Pará, atingindo as vigas da Ponte do sentido sul, mais baixa que a do sentido norte.

As águas não atingiram a pista, mas o tráfego da pista sul está sendo desviado pela faixa 1 da pista norte (sentido Belo Horizonte) para garantir a segurança dos usuários. Na pista norte, o tráfego segue pela faixa 2. Não há retenção no local.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 8 horas foram liberados os trechos nos kms 617 e 628 da Rodovia BR-040, que foram interditados por conta das fortes chuvas. O trânsito estava lento na região e o congestionamento chegava a quatro quilômetros nos dois sentidos. Os trechos poderão ser fechados novamente se a chuva continuar, segundo a PRF.

Vítimas – Nesta segunda-feira, foram identificadas pela Defesa Civil duas vítimas das enchentes em Minas Gerais em razão das fortes chuvas que atingem o estado desde outubro. Por volta das 4 horas desta segunda-feira, Maria de Lourdes Rocha, de 78 anos, estava no quintal de sua casa, em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, tentando recolher um animal de estimação. Houve então o deslizamento de uma encosta, ela foi soterrada e seu corpo foi encontrado por bombeiros e policias militares às 9h15.

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Também na madrugada morreu Jailson Aparecido, de 38 anos, vítima do desabamento de um prédio no Bairro Caiçaras, em Belo Horizonte. As outras duas mortes causadas pelos temporais foram registradas no ano passado. Em novembro, uma mulher de 27 anos morreu arrastada pelas águas de um rio em Governador Valadares, e, em outubro, um homem de 43 anos morreu atingido pela queda de uma árvore na cidade de Reduto.

Os temporais que castigam a região metropolitana de Belo Horizonte devem continuar ao longo desta terça. O volume de chuva na Grande Belo Horizonte superou a média histórica dos últimos 100 anos. Foram 720 milímetros de precipitação, ultrapassando a marca de 1987 quando foram registrados 684 milímetros.

(Com Agência Estado)

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